Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Brasil tem mais pessoas empregadas neste fim de 2025, aponta IBGE

Brasil encerra novembro com 5,2% de desocupação, queda mais intensa desde 2012; ocupação e rendimento também atingem patamares inéditos

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE. A queda reflete uma retração de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior, que havia registrado 5,6%, e uma redução de 0,9 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,1%.

A população desocupada chegou a 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente já registrado pela pesquisa. O recuo representa uma diminuição de 7,2% (ou 441 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 14,9% (988 mil a menos) na comparação anual.

O número veio abaixo da expectativa de analistas, que projetavam 5,4% como taxa mediana segundo levantamento da Reuters.

Taxa de desocupação por região (Imagem: Reprodução / IBGE)

Ocupação e renda em alta

Ao mesmo tempo, o país alcançou nível recorde de pessoas ocupadas, com 103,0 milhões de brasileiros inseridos no mercado de trabalho. O avanço foi de 0,6% no trimestre (acréscimo de 601 mil pessoas) e de 1,1% no acumulado de doze meses (mais 1,1 milhão).

O nível da ocupação, que mede a proporção de trabalhadores em relação à população em idade ativa, chegou a 59,0%, também um recorde histórico. A taxa variou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e se manteve estável no comparativo anual.

Além disso, o rendimento médio real habitual do trabalhador cresceu 1,8% no trimestre e alcançou o valor recorde de R$ 3.574, o maior já registrado pela série do IBGE. O movimento acompanha a melhora dos indicadores do mercado de trabalho e reforça a tendência de recuperação da renda no país. Além disso, apesar dos avanços no emprego e na renda, o Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano, maior nível das últimas duas décadas, com o objetivo de manter a inflação dentro da meta contínua de 3%.


Continua após a publicidade

Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

VEJA TAMBÉM

Professor em sala de aula com estudantes sentados em cadeiras, enquanto um aluno apresenta um cartaz ou material visual na frente da turma, em ambiente escolar.

MEC disponibiliza 10 cursos gratuitos para professores; veja como fazer

Médico em ambiente externo, segurando um estetoscópio com as mãos, usando jaleco branco e atendendo em área aberta com pessoas ao fundo.

Congresso aprova Enamed obrigatório para registro profissional de médicos

Reajuste do Bolsa Família: mão segura cartões do Programa Bolsa Família e notas de reais ao fundo, em imagem que simula informações sobre benefícios sociais.

Bolsa Família teve reajuste maior que salário mínimo em 2026? Entenda

Mãos contando cédulas de dinheiro, com notas dobradas e separadas em um ambiente interno, sugerindo pagamento ou troca de valores.

Caixa paga lote complementar do Abono Salarial nesta quinta; saiba quem tem direito

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.