Em meio ao aumento das discussões sobre saúde mental e à busca por novas formas de ampliar o acesso ao cuidado psicológico, a Secretaria de Saúde de Indaiatuba começou a testar uma nova ferramenta digital para apoiar pacientes da rede pública. Trata-se do Conemo (Controle Emocional), um aplicativo para celular voltado ao acompanhamento de sintomas de depressão e ansiedade.
A iniciativa começou a ser implementada no dia 25 de fevereiro e, nesta fase inicial, está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros Campo Bonito, João Pioli e Jardim Brasil. O projeto é desenvolvido em parceria com o Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX).
Segundo o secretário de Saúde de Indaiatuba, Flávio Brito, a proposta é fortalecer as ações de atenção à saúde mental no município por meio de recursos tecnológicos que ampliem o acesso da população a orientações e acompanhamento.
“A implementação está sendo feita de forma gradual. Inicialmente, o aplicativo será disponibilizado aos pacientes atendidos nessas regiões e, dependendo dos resultados, a intenção é expandir o serviço para todas as UBSs da cidade”, explicou.

Como acessar
Para participar, moradores atendidos nas regiões das três unidades devem procurar a UBS mais próxima. No local, será possível acessar um QR Code ou link para cadastro na plataforma. Após preencher um formulário e responder a questionários iniciais, o sistema avalia se o usuário se enquadra nos critérios para utilização da ferramenta e libera o download do aplicativo.
A participação é gratuita e voltada a pessoas com 18 anos ou mais que apresentem sintomas de depressão ou ansiedade identificados no questionário inicial, e que também possuam smartphone ou tablet com acesso à internet.
Vale destacar que usuários com risco moderado ou alto de suicídio não são incluídos no programa, sendo encaminhados para acompanhamento especializado.
Dentro do aplicativo, os participantes têm acesso a jornadas interativas com vídeos e atividades que ajudam no cuidado com a saúde emocional. Os conteúdos são baseados em protocolos da terapia cognitivo-comportamental e buscam estimular hábitos e reflexões que auxiliem no enfrentamento dos sintomas.
O programa tem duração aproximada de oito semanas, período em que o usuário realiza as atividades de forma autônoma pelo celular.
Futuro do projeto
A Secretaria de Saúde ressalta que o aplicativo funciona apenas como ferramenta de apoio e que os pacientes continuam sendo acompanhados normalmente pelas equipes das unidades de saúde, com consultas e atendimentos presenciais sempre que necessário.
A expectativa é que, caso os resultados da fase piloto sejam positivos, o projeto seja ampliado para outras unidades do município, fortalecendo as estratégias de cuidado em saúde mental na atenção básica.