O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, teve a transferência para a reserva oficializada pela PM-SP em publicação da Portaria de Inatividade no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
A Portaria de Atos de Pessoal da PM informa que, pela legislação, o militar tem direito à aposentadoria com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Ainda assim, o pagamento pode ser integral, conforme regras específicas da carreira.
Antes da prisão, o salário bruto de Geraldo foi de R$ 28.946,81, segundo o Portal da Transparência do Estado de São Paulo, referente ao mês de fevereiro. Com critérios de proporcionalidade, o valor de aposentadoria deve ficar em torno de R$ 20 mil.
O pedido de transferência à reserva foi feito pelo próprio oficial.

(Reprodução/Diário Oficial do Estado de São Paulo)
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Oficial pode perder posto e patente
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que autorizou a instauração de um conselho de justificação contra o tenente-coronel. O procedimento pode resultar na demissão, perda do posto e da patente. Segundo a pasta, o processo segue em andamento mesmo após a transferência para a inatividade.
O órgão também informou que o inquérito policial que investiga a morte de Gisele está em fase final e será encaminhado ao Judiciário.
Geraldo permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM.
Relembre o caso
Geraldo Neto foi preso em 18 de março, acusado de matar a esposa, Gisele Santana, de 32 anos.
A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, a análise de laudos periciais, depoimentos e dados de dispositivos eletrônicos levou a investigação a outra linha: o feminicídio.
Entre os pontos que chamaram a atenção dos investigadores estão contradições no depoimento do tenente-coronel, indícios de possível manipulação da cena do crime e sinais de violência anterior à morte da vítima.