A Polícia Militar de São Paulo prendeu cinco foragidos da Justiça neste domingo durante a operação de segurança no clássico entre Corinthians e Palmeiras, válido pelo Campeonato Brasileiro.
As detenções ocorreram nas imediações da Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo, antes do início da partida, por meio do programa Muralha Paulista, que utiliza tecnologia de reconhecimento facial.
Como funcionou a operação
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o sistema identificou os suspeitos ao cruzar imagens captadas nas entradas do estádio com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão.
A partir da identificação, equipes do 2º Batalhão de Choque foram acionadas e realizaram as abordagens ainda nos acessos ao estádio.
Quem eram os detidos
Entre os cinco presos, havia indivíduos com diferentes tipos de mandados em aberto. Um homem de 35 anos foi condenado por porte ilegal de arma de fogo no estado do Amazonas. Outro, de 40 anos, era procurado por associação para o tráfico de drogas.
Além deles, um terceiro detido respondia por constrangimento ilegal, enquanto outros dois tinham pendências judiciais relacionadas ao não pagamento de pensão alimentícia.
Todos foram encaminhados ao posto de comando da operação, onde tiveram os mandados confirmados.
Tecnologia no combate ao crime
O programa Muralha Paulista tem sido utilizado em grandes eventos para ampliar a segurança. A ferramenta integra câmeras com reconhecimento facial, leitura de placas e monitoramento em tempo real.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, mais de 2 milhões de pessoas já foram monitoradas desde o início da iniciativa em estádios, o que tem contribuído para a identificação de foragidos e prevenção de irregularidades.
Além de localizar procurados pela Justiça, o sistema também auxilia na identificação de ingressos irregulares, uso de documentos falsos e pessoas com restrições judiciais de acesso a eventos esportivos.
O uso de tecnologia como o reconhecimento facial tem se consolidado como ferramenta central na segurança de eventos esportivos no Brasil. No caso do Dérbi, a operação demonstra a capacidade de atuação preventiva das forças policiais.
Por outro lado, o avanço desse tipo de monitoramento também levanta debates sobre privacidade e uso de dados, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas.
Créditos:
Informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, por meio da Assessoria de Imprensa e Comunicação, com dados da operação da Polícia Militar de São Paulo.