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Campinas investiga fraude em atestados de servidores e venda de documentos

Prefeitura identifica documentos suspeitos e colabora com inquérito da DIG sobre venda de atestados médicos
Atestado médico e documentos sob investigação da Polícia Civil por fraude de servidores em Campinas.

A Prefeitura de Campinas acionou a Polícia Civil após identificar oito servidores municipais que apresentaram atestados médicos supostamente falsos. O caso é alvo de um inquérito aberto pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que apura um esquema de venda de documentos emitidos por profissionais que não possuem vínculo com a administração pública.

Entenda o caso

Fachada da Prefeitura de Campinas, alvo de investigação da DIG sobre esquema de atestados médicos falsos.
Sede da Prefeitura de Campinas; administração colabora com a DIG em investigação de fraude (Crédito: Carlos Bassan)

Investigação e irregularidades

A apuração teve início após denúncias de um esquema organizado para a comercialização de licenças médicas. As secretarias de Saúde e de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas realizaram um cruzamento de dados e confirmaram que o grupo de servidores utilizou documentos sob suspeita.

O levantamento foi conduzido pelo Departamento de Promoção à Saúde do Servidor, que consultou bases nacionais de registros de profissionais de saúde para subsidiar a resposta oficial ao inquérito policial.

Assista à entrevista com o delegado

Médicos podem ser vítimas

Um dos pontos centrais da investigação da DIG é determinar a origem das assinaturas. A polícia apura se os médicos cujos nomes aparecem nos documentos fazem parte do esquema ou se são vítimas de uma quadrilha que utiliza seus registros profissionais indevidamente para a venda dos atestados.

Consequências legais e funcionais

Caso as irregularidades sejam comprovadas, os servidores envolvidos enfrentarão sanções em duas esferas:

  • Esfera Criminal: Podem responder por falsidade documental ou ideológica, com penas que variam de 1 a 6 anos de reclusão, além de multa.
  • Esfera Administrativa: De acordo com o Estatuto do Servidor, os funcionários podem ser punidos por infrações como falta de lealdade à administração pública e valer-se do cargo para proveito pessoal.

A Prefeitura de Campinas informou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e que as investigações continuam em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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