A vereadora Luciana Novaes, que enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, morreu na noite desta segunda-feira (27), aos 42 anos, no Rio de Janeiro. Ela era reconhecida pela atuação política voltada à inclusão e se tornou referência na defesa dos direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A causa da morte não foi divulgada oficialmente, mas o óbito foi confirmado pela Câmara Municipal do Rio. Em nota de pesar, o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), afirmou que Luciana deixa como legado quase 200 leis aprovadas ao longo da trajetória pública.
Ele também destacou a atuação firme da vereadora em defesa de idosos, pessoas com deficiência e cidadãos que precisavam ser acolhidos e respeitados. “O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo, na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, informou a Câmara.
Já o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou que a vereadora teve atuação voltada à construção de uma cidade mais inclusiva. “Sua atuação, marcada pela coragem, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, deixa um legado concreto para o Rio de Janeiro”, disse.
Trajetória
Em 2003, quando tinha 19 anos, Luciana foi atingida por uma bala perdida dentro da Universidade Estácio de Sá, onde cursava enfermagem. O episódio a deixou tetraplégica e trouxe sequelas permanentes. Ainda assim, decidiu retomar os estudos e reconstruir a própria trajetória.
Depois disso, formou-se em Serviço Social e concluiu pós-graduação em Gestão Governamental. Em 2016, conquistou o primeiro mandato na Câmara Municipal, período em que se destacou pela aprovação de projetos voltados à acessibilidade e à inclusão.
A vereadora Luciana Novaes enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, quando precisou ser internada em estado grave, em quadro associado ao suposto rompimento de um aneurisma cerebral.