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Oruam entra na mira da polícia em ação contra o Comando Vermelho

Investigação mira suspeitos ligados a esquema financeiro ilegal no RJ
Rapper Oruam alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro por investigação de lavagem de dinheiro.

Oruam é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciada nesta quarta-feira (29), que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho. A ação ocorre na capital fluminense e busca cumprir mandados contra suspeitos ligados à organização criminosa.

Operação mira estrutura financeira do Comando Vermelho

A ação faz parte da Operação Contenção. A investigação tenta frear o avanço do Comando Vermelho.

Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro cumpriram 12 mandados de prisão preventiva. As ordens foram expedidas pela Justiça do Rio.

Entre os alvos estão Oruam, a mãe dele e um dos irmãos. Chefes da facção também aparecem na lista de procurados.

Um homem foi preso durante a ação. Ele é apontado como operador financeiro do grupo.

Oruam já era considerado foragido

O nome de Oruam já constava como foragido desde fevereiro. A Justiça apontou descumprimento de regras da tornozeleira eletrônica.

O cantor responde a um processo por tentativa de homicídio. O caso envolve uma confusão com policiais registrada em 2025.

Agora, ele volta a ser alvo direto das investigações. A polícia tenta localizá-lo novamente.

Familiares também são investigados

A operação inclui familiares de Oruam. A mãe dele, Márcia Gama, e o irmão Lucas Nepomuceno estão entre os procurados.

Márcia já havia sido alvo de outra fase da operação. Na ocasião, ela não foi encontrada.

No início deste mês, a Justiça concedeu habeas corpus. Com a nova decisão, o nome dela voltou à lista de alvos.

Chefões do tráfico também estão na lista

A ação não se limita à família de Oruam. Líderes importantes do Comando Vermelho também são procurados.

Entre eles está Marcinho VP, pai do cantor. Ele já cumpre pena no sistema prisional.

Outros nomes apontados como chefes seguem foragidos. A polícia considera todos peças-chave na estrutura da facção.

Investigação aponta esquema de lavagem de dinheiro

Como funcionava o esquema

Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, o grupo operava um sistema organizado. O objetivo era esconder dinheiro do tráfico.

Valores eram distribuídos entre contas de terceiros. Depois, retornavam ao sistema formal como recursos aparentemente legais.

A polícia afirma que o dinheiro era usado para comprar bens. Também servia para manter negócios e ocultar patrimônio.

Uso de dados eletrônicos na apuração

A investigação durou cerca de um ano. Os agentes analisaram dados de celulares e registros financeiros.

Conversas interceptadas ajudaram a identificar o funcionamento do esquema. Os diálogos indicam relação entre integrantes da facção e outros grupos.

A polícia afirma que as provas reforçam a estrutura hierárquica do Comando Vermelho. Mesmo presos, líderes continuariam influentes.

Defesas dizem não ter acesso ao processo

Advogados ligados aos investigados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos. Eles dizem que buscam entender os detalhes da nova operação.

A defesa de Oruam informou que aguarda informações oficiais. Outros representantes também seguem na mesma situação.

Operação Contenção já teve centenas de presos

A Operação Contenção é uma estratégia do governo do Rio. O foco é combater o crescimento territorial da facção.

Segundo dados oficiais, mais de 300 pessoas já foram presas. Também houve apreensão de armas e munições.

Entre os itens recolhidos estão centenas de fuzis. A polícia mantém as ações em andamento.

A operação segue em curso no Rio de Janeiro. Novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.


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Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

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