A Polícia Civil de São Paulo confirmou neste domingo (3) a ligação entre a morte de Arthur Kenay Andrade de Oliveira, de 8 anos, e a execução de Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, em Praia Grande, no litoral paulista.
O Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (DEINTER-6) divulgou a informação em nota oficial. Segundo a corporação, investigadores apuravam o envolvimento de Luan na morte da criança.
Arthur morreu na noite de sexta-feira (1º) após chegar à UPA Jardim Casqueiro, em Cubatão, com diversos ferimentos pelo corpo. Já no sábado (2), criminosos balearam Luan em Praia Grande. Durante o socorro, outro homem interceptou a ambulância do Samu e efetuou novos disparos contra ele.
Polícia investiga homicídio qualificado
Arthur morava em São Vicente e ficou sob os cuidados do companheiro da mãe no período em que sofreu as agressões, segundo a Polícia Civil.
A análise preliminar identificou múltiplas lesões compatíveis com maus-tratos. Por isso, investigadores registraram o caso como homicídio qualificado.
Logo após a ocorrência, policiais iniciaram perícias, recolheram imagens de câmeras de monitoramento, ouviram testemunhas e solicitaram exames necroscópicos.
Agora, a investigação tenta esclarecer toda a dinâmica da morte da criança.
Execução ampliou complexidade do caso
Segundo a polícia, atiradores atingiram Luan dentro de uma residência em Praia Grande.
Na sequência, equipes do Samu iniciaram o atendimento da vítima. Porém, durante o transporte, criminosos interceptaram a ambulância e dispararam novamente contra o homem.
Luan não resistiu aos ferimentos.
A Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande abriu inquérito para identificar os autores do crime e descobrir a motivação do ataque.
Depois disso, investigadores confirmaram que Luan era o mesmo homem investigado pela morte de Arthur.

Equipes atuam de forma integrada
Após identificarem a relação entre os casos, equipes da Polícia Civil passaram a compartilhar provas técnicas, informações e dados de inteligência.
O DEINTER-6 informou que os policiais continuam analisando laudos, imagens, depoimentos e outros elementos para esclarecer os dois homicídios.
A corporação também afirmou que a investigação busca identificar todos os envolvidos nos crimes.
Denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.