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Greve na Unicamp continua sem consenso após nova rodada de negociações

Estudantes apontam divergências nas tratativas e questionam respostas da administração, enquanto a universidade destaca investimentos
Manifestação de estudantes e funcionários da Unicamp impacta tráfego na Rodovia D. Pedro I, km 137.

A greve de estudantes e professores na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entra em mais um dia de negociações entre representantes da comunidade acadêmica e a reitoria. O movimento apresenta reivindicações relacionadas a direitos acadêmicos, trabalhistas e políticas de permanência estudantil.

Em nota, a Diretoria Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp afirmou que a reitoria teria desconsiderado discussões realizadas anteriormente durante as negociações. A entidade também criticou o uso de inteligência artificial no tratamento da carta de reivindicações apresentada pelos estudantes.

Segundo o DCE, a reitoria decidiu encerrar as negociações e classificou a proposta apresentada pela universidade como uma “resposta institucional robusta”, afirmando ainda que as pautas teriam passado por uma avaliação criteriosa.

Em resposta às demandas, a universidade informou que irá destinar mais de R$ 211 milhões às políticas de permanência estudantil. De acordo com a instituição, os recursos devem beneficiar 5.611 alunos por meio de bolsas, moradia, alimentação, transporte, apoio pedagógico, assistência social e atenção à saúde.

A universidade também destacou compromissos relacionados ao vestibular indígena, à política de acessibilidade, à ampliação da participação comunitária nas atividades de extensão universitária, às condições de permanência na moradia estudantil e a outras demandas apresentadas ao longo das negociações.

Em relação aos docentes, a instituição informou que as negociações permanecem em andamento e afirmou manter o compromisso com a transparência, o diálogo permanente e o respeito aos processos democráticos que orientam sua atuação.

A greve teve início no começo do mês passado na reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) em que não houve resolução nos pontos reivindicados.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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