A greve de estudantes e professores na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entra em mais um dia de negociações entre representantes da comunidade acadêmica e a reitoria. O movimento apresenta reivindicações relacionadas a direitos acadêmicos, trabalhistas e políticas de permanência estudantil.
Em nota, a Diretoria Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp afirmou que a reitoria teria desconsiderado discussões realizadas anteriormente durante as negociações. A entidade também criticou o uso de inteligência artificial no tratamento da carta de reivindicações apresentada pelos estudantes.
Segundo o DCE, a reitoria decidiu encerrar as negociações e classificou a proposta apresentada pela universidade como uma “resposta institucional robusta”, afirmando ainda que as pautas teriam passado por uma avaliação criteriosa.
Em resposta às demandas, a universidade informou que irá destinar mais de R$ 211 milhões às políticas de permanência estudantil. De acordo com a instituição, os recursos devem beneficiar 5.611 alunos por meio de bolsas, moradia, alimentação, transporte, apoio pedagógico, assistência social e atenção à saúde.
A universidade também destacou compromissos relacionados ao vestibular indígena, à política de acessibilidade, à ampliação da participação comunitária nas atividades de extensão universitária, às condições de permanência na moradia estudantil e a outras demandas apresentadas ao longo das negociações.
Em relação aos docentes, a instituição informou que as negociações permanecem em andamento e afirmou manter o compromisso com a transparência, o diálogo permanente e o respeito aos processos democráticos que orientam sua atuação.
A greve teve início no começo do mês passado na reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) em que não houve resolução nos pontos reivindicados.