Alisson Becker inicia neste sábado (13) sua terceira Copa do Mundo como goleiro titular da Seleção Brasileira. O jogador do Liverpool defenderá o Brasil diante do Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Embora acumule títulos, premiações individuais e reconhecimento internacional, o camisa 1 ainda enfrenta questionamentos de parte dos torcedores brasileiros. Por isso, o Mundial de 2026 surge como mais uma oportunidade para consolidar sua imagem também com a camisa da Seleção.
Prestígio internacional não elimina as cobranças da torcida
Alisson construiu uma trajetória de sucesso no futebol europeu. Revelado pelo Internacional, o goleiro chamou atenção rapidamente e seguiu para a Roma em 2016. Dois anos depois, reforçou o Liverpool e passou a figurar entre os principais nomes da posição no futebol mundial.
Na Inglaterra, conquistou a Liga dos Campeões, dois títulos da Premier League e diversos prêmios individuais. Além disso, recebeu o prêmio de melhor goleiro do mundo em 2019 e permaneceu entre os destaques da posição nos anos seguintes.
Entretanto, o reconhecimento internacional não encerrou os debates no Brasil. Enquanto os torcedores do Liverpool acompanham suas atuações semanalmente, a torcida brasileira costuma avaliar o desempenho dos atletas principalmente pelos resultados em grandes torneios.
Nesse cenário, as eliminações para a Bélgica, em 2018, e para a Croácia, em 2022, ainda aparecem nas discussões sobre o goleiro. Além disso, muitos torcedores apontam a falta de momentos decisivos em disputas de pênaltis como uma das razões para a desconfiança.
Por outro lado, analistas e ex-jogadores defendem que as derrotas em Copas do Mundo não podem recair sobre apenas um atleta. Afinal, o desempenho de uma seleção depende de fatores coletivos e de decisões tomadas ao longo dos 90 minutos.
Recentemente, o próprio Alisson comentou as críticas. Segundo ele, as derrotas fazem parte da carreira e não diminuem sua confiança para seguir defendendo a Seleção Brasileira.

Experiência pode ser diferencial na busca pelo hexacampeonato
Apesar dos questionamentos, os números reforçam a importância de Alisson para a equipe nacional. Desde que assumiu a titularidade, em 2015, ele se tornou uma das referências do elenco brasileiro.
Ao todo, o goleiro soma 78 partidas pela Seleção. Além disso, disputou nove jogos em Copas do Mundo e sofreu apenas cinco gols nessas participações.
Ao mesmo tempo, Alisson acumulou experiência em competições de alto nível. Durante quase uma década, enfrentou alguns dos principais atacantes do futebol mundial e participou de decisões importantes por clube e seleção.
É verdade que problemas físicos limitaram sua sequência de jogos nas últimas temporadas. Ainda assim, Carlo Ancelotti manteve a confiança no camisa 1 para a disputa do Mundial. Dessa forma, o treinador aposta na experiência e na liderança do goleiro para os momentos mais importantes da competição.
Por isso, a Copa do Mundo de 2026 representa mais do que uma simples participação para Alisson. O torneio oferece a chance de transformar reconhecimento internacional em identificação com o torcedor brasileiro.
Taffarel alcançou esse status após o título de 1994. Da mesma forma, Marcos entrou para a história ao conquistar o pentacampeonato em 2002. Agora, Alisson busca trilhar o mesmo caminho. Caso o Brasil levante a taça, o goleiro poderá encerrar de vez as dúvidas que ainda acompanham sua trajetória na Seleção.
Números de Alisson pela Seleção Brasileira
- 78 jogos disputados
- 9 partidas em Copas do Mundo
- 38 gols sofridos
- 5 gols sofridos em Mundiais
- 14 cobranças enfrentadas em disputas de pênaltis
- 2 defesas em disputas de pênaltis