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Brasil vira, vence a Bélgica por 3 a 2 e segue invicto na Liga das Nações

Equipe de José Roberto Guimarães reage e conquista mais uma vitória na VNL
Jogadoras da seleção brasileira de vôlei comemoram ponto durante partida da Brasil Liga das Nações, com a equipe de José Roberto Guimarães celebrando mais uma vitória em quadra.

A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei superou a Bélgica em um confronto eletrizante de cinco sets nesta quinta-feira (18), garantindo a invencibilidade na Liga das Nações (VNL). As brasileiras largaram na frente, tomaram a virada das adversárias, mas arrancaram o empate na quarta parcial. No tie-break, o Brasil carimbou a vitória por 3 sets a 2, com parciais de 25×20, 22×25, 23×25, 25×22 e 15×12, mantendo o aproveitamento de 100% no torneio.

Com a sexta vitória consecutiva, o Brasil é o único país invicto na Liga das Nações. A Itália aparece na sequência, com apenas uma derrota para a seleção de Zé Roberto, seguida por Estados Unidos, Japão e Polônia, todas com cinco vitórias.

Como foi o jogo

O Brasil iniciou o confronto em ritmo acelerado. Com Tainara, Ana Cristina e Julia Kudiess comandando as ações, a equipe construiu uma vantagem logo nos primeiros ralis. A Bélgica respondeu e igualou o marcador em 10 a 10, mas a seleção brasileira rapidamente retomou as rédeas do jogo. Julia Bergmann desbancou as rivais com ataques eficientes, enquanto as jogadas velozes de meio com Julia Kudiess desestabilizaram a defesa belga. O paredão brasileiro também funcionou na hora certa, esticando a distância para seis pontos. Diante de uma reação tardia das belgas, que cortaram a diferença para três pontos, o técnico José Roberto Guimarães parou o jogo com um pedido de tempo. A estratégia funcionou: o time reajustou a marcação, controlou os pontos finais e carimbou o 25 a 20 após Ana Cristina explorar com inteligência o bloqueio adversário.

As belgas reagiram na segunda parcial e igualaram o confronto ao fecharem em 25 a 22. O Brasil até ensaiou um domínio inicial quando Diana anotou um ponto de saque e Julia Kudiess converteu bolas velozes pelo centro, abrindo margem no placar. Contudo, a Bélgica equilibrou as ações apostando na dupla Martin e Radovic, que passou a pontuar seguidamente tocando nas mãos do bloqueio brasileiro. O duelo seguiu ponto a ponto até a reta final: Ana Cristina chamou a responsabilidade e buscou o empate em 20 a 20 e, na sequência, em 21 a 21. Nos ralis decisivos, porém, o time europeu mostrou mais frieza. Van Sas surpreendeu a defesa brasileira com um toque de segunda, um saque agressivo quebrou a recepção nacional e Radovic soltou o braço para liquidar o set.

O terceiro set reservou mais um momento de instabilidade para o Brasil, que viu as rivais fecharem em 25 a 23. Uma sequência belga de quatro pontos sem resposta abriu o período e acendeu o sinal de alerta no banco brasileiro. Zé Roberto parou a partida e promoveu a entrada de Rosamaria, alteração que recolocou o time no jogo ao lado das investidas eficientes de Julia Bergmann, Ana Cristina e Julia Kudiess. A seleção brasileira chegou a desenhar a vitória no set quando Ana Cristina acertou dois saques indefensáveis em sequência, abrindo 18 a 14. Contudo, as belgas retomaram o controle nos pontos finais. Liderada pelas pancadas de Radovic e por um saque no limite de Van Sas, a Bélgica tomou a dianteira e contou com uma bola para fora do ataque brasileiro para decretar o 2 sets a 1.

Tudo ou nada

Contra a parede, a Seleção Brasileira reagiu no quarto set e arrancou o empate ao fechar em 25 a 22. As belgas ameaçaram dominar o início da parcial e abriram margem no placar, mas o técnico José Roberto Guimarães mexeu no time e mudou a história do jogo. Roberta assumiu o comando do levantamento, Rosamaria ganhou ritmo em quadra e a jovem Helena entrou com personalidade nos ralis decisivos. O Brasil recuperou a liderança graças aos ataques velozes de Julia Kudiess, à presença de Diana pelo meio e às defesas seguidas de contra-ataques eficientes de Julia Bergmann. Na hora de fechar, a Bélgica ainda evitou dois set points quando o placar marcava 24 a 20, mas Helena soltou o braço na última chance para cravar o 25 a 22 e forçar o tie-break.

A Seleção Brasileira coroou seu poder de reação ao carimbar a vitória no tie-break por 15 a 13, mantendo o aproveitamento de 100% na VNL. O set decisivo começou parelho, mas o trio Rosamaria, Julia Kudiess e Julia Bergmann colocou o Brasil na dianteira. As belgas não se entregaram e alcançaram a virada sob o comando ofensivo de Martin. Foi quando Rosamaria chamou a responsabilidade novamente, cravando o empate em 10 a 10, amparada pelas defesas e ataques cruciais de Helena. Na hora da decisão, a estrela de Zé Roberto brilhou: ele colocou Kisy em quadra, e a oposta garantiu um bloqueio fundamental para virar o placar para 13 a 12. Na sequência, o paredão triplo brasileiro amorteceu o ataque de Martin e assegurou o match point. No último rali, a pressão do saque de Julia Bergmann forçou o erro ofensivo da Bélgica, selando o triunfo brasileiro.

Agenda do Brasil

Brasil x China – sábado (20), às 10h (de Brasília).

Brasil x Alemanha – domingo (21), às 10h, a partir das 13h30 (de Brasília).


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Autor

  • Marcelo Castro

    Colaborador do VTV News e comentarista esportivo. Atua na cobertura dos principais clubes do interior paulista e da Baixada Santista, com destaque para Santos, Guarani, Ponte Preta e Red Bull Bragantino. Também é locutor e produtor na Rádio Mix FM Santos, onde apresenta quadros voltados ao esporte, notícias e entretenimento.

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