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Venezuela enfrenta nova ameaça à saúde após terremotos, diz OPAS

Organização aponta preocupação com falta de água potável, superlotação em abrigos e interrupção de serviços de saúde após tremores que deixaram milhares de mortos
Terremoto na Venezuela: imagens mostram danos em área urbana, com prédio/estrutura destruída, escombros e pessoas em meio à devastação após o tremor, além de interiores com poeira e destruição.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou nesta quinta-feira (9) para o aumento dos riscos sanitários na Venezuela após os terremotos que atingiram a costa norte do país no fim de junho. Segundo a entidade, a preocupação agora vai além dos ferimentos causados pelos tremores e envolve problemas como falta de água potável, condições precárias em abrigos e interrupção de atendimentos médicos.

Crise entra em nova fase após terremotos

De acordo com o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, a emergência passou para uma nova etapa, marcada pela necessidade de manter os serviços de saúde em funcionamento, recuperar estruturas afetadas e evitar o surgimento de surtos de doenças.

Segundo a organização, nas próximas semanas os principais riscos podem estar relacionados à superlotação dos espaços que recebem desabrigados, à dificuldade de acesso ao saneamento básico, à redução da vacinação e à interrupção de tratamentos de rotina.

Os terremotos que atingiram a costa norte da Venezuela em 24 de junho deixaram 3.811 mortos, 16.740 feridos e milhares de pessoas desalojadas, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades do país.

Hospitais funcionam com limitações

A OPAS informou que hospitais venezuelanos continuam realizando atendimentos, mas muitos enfrentam dificuldades após os danos provocados pelos tremores.

Entre os problemas identificados estão estruturas comprometidas, redução da capacidade para cirurgias e exames, além do acúmulo de procedimentos pendentes.

Diante do cenário, a organização atua junto ao Ministério da Saúde da Venezuela para reforçar a vigilância epidemiológica e acompanhar possíveis casos de doenças respiratórias e gastrointestinais, principalmente em abrigos que concentram milhares de sobreviventes.

Vacinação preocupa autoridades de saúde

Outro ponto de atenção para a OPAS é a cobertura vacinal no país. Segundo a entidade, os índices de imunização da Venezuela já estavam abaixo dos níveis recomendados antes do desastre.

Por isso, a continuidade das campanhas de vacinação é considerada uma medida essencial para evitar novos problemas de saúde pública, principalmente em locais com grande concentração de pessoas afetadas pelos terremotos.

Sistema de saúde enfrenta desafios estruturais

O diretor de Emergências em Saúde da OPAS, Ciro Ugarte, afirmou que a resposta ao desastre ocorre em meio a dificuldades estruturais do sistema de saúde venezuelano.

Segundo ele, a redução do número de profissionais da área nos últimos anos também impacta a capacidade de atendimento. Após os tremores, equipes precisaram adaptar espaços para receber pacientes com traumas e casos de emergência devido à limitação da rede hospitalar.

*Com informações do SBT News*


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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