A Bélgica enfrenta a Espanha nesta sexta-feira (10), às 16h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Embora entre em campo como azarã diante de uma das favoritas ao título, a seleção comandada por Rudi Garcia tenta escrever mais um capítulo marcante em sua história e repetir campanhas que a colocaram entre as quatro melhores seleções do planeta. O desafio é grande, mas os belgas chegam embalados e confiantes para surpreender.
Bélgica quer repetir campanhas históricas
A história da Bélgica em Copas do Mundo mostra que a seleção costuma crescer em momentos decisivos. A primeira grande campanha aconteceu em 1986, no México, quando eliminou justamente a Espanha nos pênaltis nas quartas de final e alcançou a semifinal pela primeira vez. Naquele Mundial, terminou na quarta colocação após perder para Argentina e França.
Mais de três décadas depois, a geração de ouro voltou a colocar o país entre os protagonistas. Na Copa de 2018, disputada na Rússia, os belgas eliminaram o Brasil nas quartas de final, chegaram à semifinal e encerraram a competição com o terceiro lugar, a melhor campanha da história da seleção em Mundiais.
Agora, em 2026, a Bélgica tenta alcançar novamente uma semifinal. Caso avance diante da Espanha, igualará apenas a terceira classificação às semifinais de uma Copa do Mundo em toda a sua história.
O que esperar da Bélgica diante da Espanha
Apesar do favoritismo espanhol, a Bélgica chega fortalecida pelas atuações recentes. Segundo análise do ge, Romelu Lukaku vive boa fase, marcou gols nas últimas partidas e pode ser uma das principais armas ofensivas da equipe. O técnico Rudi Garcia também deixou claro que não pretende montar um time apenas para se defender, mesmo reconhecendo a qualidade da seleção espanhola.
Além disso, analistas internacionais apontam que a Bélgica evoluiu durante a competição. Depois de um início irregular, a equipe ganhou confiança, mostrou poder de reação e passou a explorar melhor a velocidade pelos lados do campo, além da presença física de Lukaku na área. Ao mesmo tempo, a defesa ainda aparece como o setor que mais inspira cuidados diante do ataque espanhol.
Se repetir a organização defensiva e aproveitar os espaços nos contra-ataques, a Bélgica acredita que pode reviver o roteiro de 1986 e eliminar novamente a Espanha. Do outro lado, os espanhóis chegam invictos, sem sofrer gols no torneio e embalados pelo melhor desempenho coletivo entre os semifinalistas em potencial, o que promete um dos confrontos mais equilibrados das quartas de final.