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Discussão por dívida termina com morte de protetora de animais em Campinas

Homem de 30 anos foi preso em flagrante após confessar o crime; Polícia Civil investiga se versão apresentada é compatível com as provas

Maria Aparecida Martinelli Cezar, de 57 anos, morreu após um homem de 30 anos atacá-la com golpes de faca dentro de um apartamento no bairro Cambuí, em Campinas (SP), na tarde de quinta-feira (9). Apontado como amigo da família da vítima, o suspeito procurou a Polícia Civil, confessou o crime e acabou preso em flagrante por homicídio qualificado. Agora, a investigação busca esclarecer a dinâmica do caso e verificar a alegação de legítima defesa apresentada por ele.

Discussão por dívida antecedeu o crime

Segundo a investigação, o homem foi até o apartamento localizado na Rua Padre Vieira para conversar sobre uma dívida com Maria Aparecida. Durante o encontro, os dois discutiram.

Em depoimento, o investigado afirmou que a vítima o atacou com uma faca. Segundo ele, houve luta corporal, ele sofreu um ferimento no braço, tomou a arma e atingiu Maria Aparecida durante o confronto.

Depois do crime, o suspeito avisou o marido da vítima sobre o ocorrido e, em seguida, apresentou-se espontaneamente no Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas.

Polícia apreende faca e celulares

Inicialmente, equipes da Polícia Militar atenderam a ocorrência, isolaram o apartamento e acionaram a Polícia Científica para realizar a perícia.

No imóvel, os policiais encontraram Maria Aparecida sem vida. Além disso, apreenderam a faca utilizada no crime e dois aparelhos celulares. Agora, a perícia vai analisar os materiais para auxiliar na investigação.

Apesar da versão apresentada pelo investigado, a Polícia Civil manteve a prisão em flagrante por homicídio qualificado. Enquanto isso, o inquérito reúne provas para verificar se o relato do suspeito é compatível com os vestígios encontrados.

Atuação na proteção de animais

Maria Aparecida Martinelli Cezar ocupava o cargo de vice-presidente da ONG Anjos de Patas, entidade dedicada ao resgate e à proteção de animais.

Além disso, amigos afirmaram que ela dedicava grande parte da rotina ao trabalho voluntário e aos cuidados com cães resgatados. Por isso, a morte da protetora causou grande comoção entre pessoas ligadas à causa animal.

Investigações continuam

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado no Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas.

Agora, os investigadores vão ouvir testemunhas, analisar os laudos periciais e confrontar as provas com a versão apresentada pelo suspeito para esclarecer as circunstâncias do crime.

Serviço:

Quem tiver informações que possam contribuir com a investigação pode procurar a Polícia Civil de Campinas ou entrar em contato com o Disque Denúncia pelo telefone 181. O sigilo é garantido.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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