A família de Sam Neill confirmou nesta segunda-feira (13) a morte do ator neozelandês, aos 78 anos, em Sydney, na Austrália. Conhecido mundialmente pelo papel do doutor Alan Grant em “Jurassic Park”, o artista teve o falecimento anunciado em uma publicação nas redes sociais.
Antes da morte, o ator havia revelado que estava em remissão de um câncer após cinco anos de tratamento. De acordo com ator, a recuperação ocorreu após uma terapia genética que atuou na modificação do sistema imunológico.
Em seu livro de memórias, publicado em 2023, Sam Neill contou que recebeu o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin em estágio três e chegou a acreditar que poderia estar “possivelmente morrendo” na época.
Neill construiu uma carreira marcada por atuações em diferentes estilos de produções, tanto no cinema quanto na televisão, interpretando personagens que variaram entre protagonistas e antagonistas. O ator começou a ganhar reconhecimento no Reino Unido no início dos anos 80, com participações em dramas como “Ivanhoe” e com o papel de destaque em “Reilly, Ace of Spies”.
Entre os trabalhos que ajudaram a consolidar sua trajetória no cinema estão:
- “Dead Calm” (1989);
- “La révolution française” (1989), em que interpretou o Marquês de La Fayette;
- “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990);
- “Memórias de um Homem Invisível” (1992);
- “O Piano” (1993).
Jurassic Park, que está na lista entre seus maiores, sucessos, o filme tem Sam Neill, Ariana Richards, Joseph Mazzello, Samuel L. Jackson e Bob Peck entre os integrantes do elenco. A história acompanha a criação de um parque temático na Isla Nublar, uma ilha fictícia onde John Hammond, um bilionário, e uma equipe de cientistas desenvolvem dinossauros por meio de técnicas de engenharia genética para transformá-los nas grandes atrações do empreendimento.
Linfoma não Hodgkin
O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que surge no sistema linfático, uma parte do corpo que ajuda a proteger o organismo contra infecções e doenças. A doença acontece quando algumas células desse sistema passam a se multiplicar de forma descontrolada e podem se espalhar para outras áreas do corpo. Como o tecido linfático está presente em várias partes do organismo, o linfoma pode aparecer em diferentes locais. A doença pode afetar crianças, adolescentes e adultos, mas costuma ser mais frequente em pessoas mais velhas.
O diagnóstico do linfoma não Hodgkin depende de uma avaliação completa, feita por meio de diferentes exames. Esses procedimentos ajudam os médicos a identificar o tipo específico da doença e outras características importantes, informações que orientam a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.
Entre os exames que podem ser solicitados estão a biópsia, que consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido, geralmente de um gânglio linfático, para análise em laboratório; a punção lombar; a tomografia computadorizada; e a ressonância magnética.