Internado há quase um mês para tratar uma inflamação nos pulmões, Carlos Alberto Parreira teve uma leve evolução positiva no estado de saúde. A atualização foi divulgada pelo Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, ontem (13). O ex-comandante da Seleção Brasileira continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Mesmo com a melhora apresentada nos últimos dias, o quadro de saúde ainda é considerado grave, porém estável, segundo informações do Hospital Samaritano Barra. A equipe médica ainda não estabeleceu uma data para a saída do ex-técnico da Seleção Brasileira da UTI.
O treinador também passou por uma traqueostomia no dia 7 de julho, procedimento realizado como parte do tratamento durante a internação.
Atualização médica enviada à revista Quem relata que Parreira apresentou uma evolução positiva no estado clínico. Conforme a equipe responsável pelo tratamento, a sedação vem sendo reduzida de forma progressiva, o que faz com que o treinador alterne entre períodos de lucidez e momentos em coma induzido.
Apesar da melhora registrada, o quadro ainda exige cuidados. A inflamação pulmonar que levou à internação também comprometeu o funcionamento dos rins durante o período em que o ex-técnico permanece hospitalizado.
Parreira convive com um linfoma de Hodgkin desde 2023, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e demanda acompanhamento e tratamento especializado. Após um período em que a doença ficou controlada, o ex-técnico da Seleção Brasileira precisou reiniciar o tratamento contra o câncer.
Técnico do tetra
Parreira é considerado um dos principais treinadores da história da Seleção Brasileira. Ele esteve à frente da equipe em 117 jogos, obtendo 64 vitórias, 39 empates e 14 derrotas. Seu currículo inclui três conquistas pelo Brasil: a Copa do Mundo de 1994, a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Além disso, integrou a comissão técnica nas campanhas vitoriosas do tricampeonato mundial de 1970 e da Copa das Confederações de 2013.
Linfoma de Hodgkin
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, um conjunto de órgãos e tecidos responsáveis pela produção das células de defesa do organismo, além dos vasos que transportam essas estruturas por todo o corpo.
A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas apresenta maior incidência em alguns grupos específicos.
Faixas etárias mais comuns:
- 15 a 29 anos, adolescentes e adultos jovens
- 30 a 39 anos, adultos
- 75 anos ou mais, idosos
Os homens têm maior probabilidade de desenvolver o linfoma de Hodgkin do que as mulheres. Atualmente, a maioria dos pacientes com essa doença pode ser curada com os tratamentos disponíveis.