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Vídeos levam à prisão de mãe suspeita de explorar sexualmente a filha em Americana

Mulher de 48 anos é suspeita de intermediar abusos e vender imagens da adolescente para um idoso de 64 anos, já preso por outro caso semelhante
Entrada da Polícia Civil em Americana, com placa “Polícia Civil” e fachada com portão vermelho, usada em reportagem sobre mãe presa em Americana

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (13), uma mulher de 48 anos suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de 13 anos, em Americana (SP). Segundo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ela intermediava o envio de fotos e vídeos da adolescente para um homem de 64 anos, que já está preso por estupro e exploração sexual de outra menor. A prisão faz parte de um novo desdobramento da investigação, que também busca identificar outras possíveis vítimas.

Material encontrado levou à nova prisão

A investigação avançou após policiais encontrarem vídeos dos abusos envolvendo a adolescente entre os arquivos apreendidos com o homem de 64 anos. A partir desse material, a Justiça autorizou a prisão preventiva da mulher e o cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Durante a operação, equipes da Polícia Civil recolheram quatro celulares, três notebooks e outros equipamentos eletrônicos. Os materiais serão periciados para auxiliar na continuidade das investigações e verificar a existência de novas vítimas.

A mulher é investigada pelos crimes de exploração sexual e posse e manutenção de material pornográfico infantojuvenil.

Investigação aponta pagamentos à mãe da vítima

De acordo com o delegado titular da DDM de Americana, Edson Antônio dos Santos, as apurações identificaram que o investigado realizava pagamentos em dinheiro e também por transferências bancárias para a mãe da adolescente.

Segundo a Polícia Civil, os valores eram destinados à obtenção de novos registros da exploração sexual da vítima, produzidos e enviados por meio de telefone celular. A investigação ainda aponta que os pagamentos podem ter ocorrido em diversas ocasiões.

O homem permanece preso na Penitenciária de Sorocaba, onde responde pelo caso que deu origem às investigações.

Denúncia em escola revelou o esquema

O inquérito começou após um vídeo de abuso sexual envolvendo uma adolescente ser compartilhado entre estudantes de uma escola. Ao tomar conhecimento do caso, a direção da unidade acionou o Conselho Tutelar, que comunicou formalmente a Delegacia de Defesa da Mulher.

Na primeira fase da investigação, realizada em março, foram presos o homem de 64 anos e outra mulher, de 46 anos, suspeita de permitir a exploração sexual da própria filha, de 13 anos. Conforme a Polícia Civil, ela mantinha um relacionamento com o investigado e participava das gravações dos abusos.

As investigações também identificaram transferências via Pix para essa primeira investigada. Conforme informou o delegado responsável pelo caso, ela confessou o recebimento dos valores, e há indícios de que os pagamentos tenham ocorrido outras vezes.

Polícia procura outras possíveis vítimas

A Polícia Civil segue analisando os equipamentos apreendidos para identificar outras pessoas que possam ter sido vítimas do esquema e esclarecer a extensão dos crimes investigados.

As adolescentes envolvidas nos dois núcleos da investigação foram retiradas do convívio das investigadas e passaram aos cuidados de familiares. O Conselho Tutelar acompanha o atendimento social e psicológico das vítimas. Até a publicação mais recente do caso, não havia confirmação oficial sobre a situação da adolescente relacionada à prisão desta segunda-feira.

Serviço

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, disponível 24 horas por dia. Também é possível procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, qualquer unidade da Polícia Civil, o Conselho Tutelar ou acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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