A Polícia Civil prendeu uma mulher de 32 anos na manhã desta segunda-feira (20) durante uma operação contra o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento em Americana. A investigação, conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, 39 seringas, um celular, uma máquina de cartão e o veículo utilizado nas entregas. Segundo a polícia, os medicamentos entravam irregularmente no Brasil e eram vendidos por meio de um grupo fechado em um aplicativo de mensagens.
Denúncia deu início à investigação
A investigação começou após a Dise receber informações sobre a entrega de medicamentos para emagrecimento em um posto de combustíveis localizado no Jardim Helena, em Americana.
A partir da denúncia, os policiais identificaram o veículo utilizado pela suspeita e passaram a monitorar o local indicado. Além disso, a equipe descobriu a existência de um grupo fechado em um aplicativo de mensagens utilizado para anunciar os produtos, divulgar preços e combinar as entregas.
Suspeita confessou a venda dos medicamentos
Durante a operação, os investigadores abordaram a mulher dentro de um Volkswagen Up branco. No banco do passageiro, os policiais encontraram uma caixa térmica com quatro ampolas de tirzepatida, substância utilizada em medicamentos para emagrecimento.
Segundo a Polícia Civil, a mulher confessou que havia vendido uma das unidades por R$ 1 mil. Em seguida, ela informou que mantinha outros medicamentos armazenados em sua residência, no bairro Portal Bordon, em Sumaré.
Com essas informações, os investigadores seguiram até o imóvel e localizaram mais 18 ampolas de tirzepatida e 39 seringas utilizadas para aplicação. Além dos medicamentos, a equipe apreendeu um aparelho celular, uma máquina de cartão e o veículo usado nas entregas.

Medicamentos eram contrabandeados, afirma polícia
De acordo com a Dise, a prisão faz parte da Operação Ponto de Encontro, que investiga a entrada irregular de canetas emagrecedoras no Brasil.
Conforme as investigações, os medicamentos eram contrabandeados do Paraguai e comercializados de forma clandestina por meio de um grupo fechado em aplicativo de mensagens. A Polícia Civil apura a participação de outras pessoas no esquema de distribuição dos produtos.
Após o flagrante, a mulher foi autuada por crime contra a saúde pública e encaminhada à Cadeia Pública de Monte Mor, onde permanece à disposição da Justiça.