Apoiadores de Deolane Bezerra realizaram uma manifestação na noite de terça-feira (21), na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir a liberdade da influenciadora. O ato ocorreu no mesmo dia em que a prisão preventiva completou dois meses e após a Justiça negar um novo pedido de habeas corpus da defesa.
Mobilização reuniu familiares e fãs
A concentração começou no início da noite e reuniu fãs com cartazes, orações e palavras de apoio à influenciadora. Nos dias anteriores, familiares de Deolane, entre eles a mãe, Solange Bezerra, divulgaram a convocação para o ato nas redes sociais.
Depois da manifestação, Solange compartilhou imagens do protesto e agradeceu aos participantes. Ela afirmou que não conseguiu comparecer ao evento, mas enviou uma mensagem de apoio aos manifestantes.
Além disso, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram os participantes entoando palavras de ordem e pedindo a libertação da influenciadora.

Prisão completa dois meses
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Vérnix.
Segundo as investigações, ela responde por suposto envolvimento com organização criminosa e por lavagem de dinheiro. No entanto, a influenciadora nega todas as acusações.
Enquanto isso, a Justiça manteve a prisão preventiva e rejeitou mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
Defesa aponta estado de saúde
Em parecer enviado à Justiça, o Ministério Público de São Paulo informou que Deolane apresenta quadro de síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as celas ficam fechadas.
De acordo com o documento, ela divide a cela com outra detenta, embora exista espaço disponível para permanecer sozinha. Por isso, o órgão se manifestou contra o pedido da defesa para transferi-la a uma Sala de Estado-Maior ou substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar.
Paralelamente, a defesa contratou uma perícia independente para analisar declarações públicas da delegada responsável pelas investigações. Segundo o relatório, a agente teria ultrapassado os deveres de imparcialidade e discrição previstos para a função. Com isso, os advogados reforçam a tese de que Deolane sofre perseguição durante a condução do caso.