O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante a Convenção Nacional da legenda, realizada no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. Aos 80 anos, Lula disputará a Presidência da República pela oitava vez, repetindo a chapa vencedora de 2022 ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
A confirmação da candidatura foi anunciada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que informou que a chapa de Lula e Alckmin também foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula disputa a Presidência pela oitava vez
Esta será a oitava candidatura de Lula ao Palácio do Planalto. O petista concorreu nas eleições presidenciais de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018, 2022 e agora em 2026.
Nas disputas de 1989, 1994 e 1998, foi derrotado. Em 2002 conquistou sua primeira vitória presidencial, foi reeleito em 2006 e voltou ao cargo após vencer as eleições de 2022.
Caso seja reeleito, Lula conquistará um quarto mandato presidencial, tornando-se o primeiro brasileiro eleito quatro vezes por voto direto para a Presidência da República. Também será o presidente mais velho a assumir o cargo, com 81 anos.
Geraldo Alckmin permanece como candidato a vice
A chapa repete a composição que venceu as eleições de 2022. Geraldo Alckmin, do PSB, foi oficializado como candidato a vice-presidente durante convenção do partido realizada na última semana.
Desde o início do atual mandato, Alckmin acumula a vice-presidência da República e o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além de atuar na interlocução entre o governo federal e o setor empresarial.
Aliança reúne partidos de esquerda e centro-esquerda
Para a disputa presidencial de 2026, Lula terá o apoio de uma ampla coligação formada por:
- PT;
- PSB;
- PCdoB;
- PV;
- PDT;
- PSOL;
- Rede Sustentabilidade.
Segundo o cronograma eleitoral, os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções nacionais. O registro definitivo das candidaturas deve ocorrer até 15 de agosto, enquanto a campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Convenção reuniu lideranças do partido
O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas ligadas à base do governo.
Entre os participantes estavam a deputada federal Benedita da Silva, o presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o ex-ministro Aloizio Mercadante, o senador Rogério Carvalho e Simone Tebet, candidata ao Senado por São Paulo.
Lula inicia campanha em meio a investigações envolvendo o filho
A oficialização da candidatura ocorre enquanto avançam investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Na última semana, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
As investigações analisam suposta atuação de Lulinha em benefício de lobistas interessados em negociar com instituições públicas.
A defesa de Fábio Luís afirma que não há elementos que justifiquem a abertura dos inquéritos e nega qualquer irregularidade.
Na última quinta-feira (30), Lula declarou que o filho responderá às investigações “como filho de qualquer pessoa” e afirmou que não haverá tratamento privilegiado.
Cenário da disputa presidencial
Até o momento, outros candidatos já realizaram convenções para oficializar suas candidaturas à Presidência.
Entre eles estão Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Lula encerra o ciclo das convenções entre os principais nomes da corrida ao Palácio do Planalto.
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