A Justiça de São Paulo manteve, nesta quinta-feira (6), a prisão temporária de Gustavo Henrique Ardito, de 46 anos. A Polícia Civil investiga o engenheiro por atirar contra um motorista de aplicativo após uma discussão de trânsito na Rodovia Anhanguera, na região de Campinas. Ardito possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e responde por tentativa de homicídio qualificado.
A decisão ocorreu durante a audiência de custódia. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o cumprimento do mandado não apresentou irregularidades. Por isso, o investigado continuará detido.
Investigação aponta perseguição e disparos
O episódio ocorreu na sexta-feira (31), depois de um desentendimento entre os dois motoristas na Rodovia Anhanguera. Conforme a investigação, Ardito perseguiu o carro do motorista de aplicativo e disparou contra o veículo durante o trajeto.
Além disso, câmeras instaladas no automóvel da vítima registraram a perseguição e os disparos. As imagens mostram o investigado com uma arma pela janela do carro.
Apesar dos tiros, ninguém ficou ferido. Ainda assim, a Polícia Civil avalia que a ação colocou em risco o motorista perseguido e outras pessoas que circulavam pela rodovia naquele momento.
Polícia apreende 11 armas
Na quarta-feira (5), a Polícia Civil deflagrou a operação Torque Letal e prendeu o investigado. Durante a ação, os agentes encontraram 11 armas de fogo que pertenciam ao engenheiro, além de munições.
Segundo a corporação, a investigação também pode resultar na perda do registro de CAC. Isso porque, conforme a polícia, o investigado deixou de cumprir o requisito de idoneidade moral exigido para manter a autorização.
O delegado Eduardo Salge explicou que o registro de CAC, por si só, não configura irregularidade. No entanto, segundo ele, as regras determinam condições específicas para o transporte e o uso de armas de fogo. A Polícia Civil afirma que o investigado teria descumprido essas regras ao utilizar uma arma durante o episódio na rodovia.
Enquanto a investigação continua, Gustavo Henrique Ardito permanece preso temporariamente. A Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do caso, que é investigado como tentativa de homicídio qualificado.