As Rodovias estaduais de São Paulo contam com ações de monitoramento e resposta a incêndios baseadas em dados ambientais. O trabalho usa uma ferramenta que identifica áreas com maior possibilidade de propagação do fogo e ajuda o DER-SP a definir onde concentrar as equipes.
Como o DER-SP monitora as rodovias
O Sistema de Alerta de Risco de Propagação do Fogo, chamado SARP-Fogo, divide os trechos monitorados em cinco níveis de risco.
A classificação vai de muito baixo a muito alto. O sistema considera fatores como chuva, umidade do solo, condição da vegetação e histórico de incêndios.
As informações vêm de bases como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), NASA, NOAA e MapBiomas. O DER-SP usa esses dados em um painel georreferenciado para acompanhar os pontos de atenção.
Sistema orienta ações de prevenção
Quando um trecho apresenta risco elevado, o DER-SP pode priorizar medidas de prevenção. Entre elas estão inspeções, roçada, limpeza das margens e implantação de aceiros.
O objetivo é reduzir a quantidade de material vegetal disponível para alimentar as chamas. A atuação também pode envolver comunicação com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.
Estrutura reforça combate nas rodovias
O DER-SP administra mais de 12 mil quilômetros de rodovias estaduais não concedidas. A estrutura também conta com 14 Coordenadorias Regionais, que acompanham diferentes áreas do território paulista.
Para atender às ocorrências, o departamento dispõe de 224 brigadistas e 56 caminhonetes equipadas com autobombas. Esses recursos ampliam a capacidade de atuação próxima aos locais onde surgem os focos.
O monitoramento também ajuda a definir quais regiões precisam de maior atenção durante períodos de estiagem. Assim, as equipes podem direcionar recursos conforme as condições identificadas pelo sistema.
Dados ajudam a definir áreas prioritárias
Em 2025, o SARP-Fogo identificou trechos com risco muito alto na região de Ribeirão Preto. A análise considerou 505 rodovias monitoradas pelo departamento.
O sistema faz parte da Operação São Paulo Sem Fogo. A iniciativa reúne órgãos estaduais em ações de prevenção, fiscalização e resposta aos incêndios.
O que muda para quem utiliza as rodovias
A presença de equipes preparadas permite uma resposta mais direcionada quando um foco é identificado. O trabalho também busca reduzir os efeitos do fogo sobre a vegetação próxima às pistas.
Em caso de fumaça na estrada, o motorista deve reduzir a velocidade e aumentar a distância do veículo da frente. Também é importante evitar paradas em locais com pouca visibilidade.
A comunicação rápida de um foco ajuda as equipes a localizar a ocorrência. Quando possível, o usuário deve informar a rodovia, o quilômetro aproximado e o sentido da pista aos canais responsáveis pelo atendimento.
O combate aos incêndios nas rodovias envolve, portanto, monitoramento, prevenção e resposta operacional. O SARP-Fogo acrescenta uma etapa de análise de risco ao trabalho realizado pelo DER-SP e direciona as ações conforme as condições de cada trecho.