O grupo Casas Bahia anunciou no domingo (16) que protocolou um pedido de recuperação judicial. De acordo com o documento, que corre no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, a empresa justifica a medida pela deterioração das condições financeiras enfrentadas pelo grupo.
O pedido abrange também algumas de suas filiais. Na mesma divulgação, a empresa registrou um prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo semestre, além de apresentar um plano de reestruturação que prevê o fechamento de 289 lojas.
O que muda para o consumidor?
A recuperação judicial não serve para que a empresa feche as portas, mas sim para evitar a falência. Com esse instrumento legal, a companhia ganha prazo para renegociar suas dívidas com credores enquanto mantém as operações ativas. As cobranças ficam suspensas por 180 dias, garantindo o fôlego necessário para tentar reequilibrar o caixa.
Por isso, os consumidores devem ficar atentos: o processo não anula dívidas nem parcelas de compras feitas por boleto ou carnê. Os vencimentos seguem valendo normalmente e o pagamento continua obrigatório.
Entregas e prazos de produtos
Para quem comprou um produto e ainda não o recebeu, vale redobrar o cuidado. Com o encerramento das 289 unidades, podem ocorrer atrasos no abastecimento e na logística de entregas.
Caso o produto não seja entregue no prazo combinado, o consumidor tem o direito de solicitar o cancelamento da compra e o reembolso integral dos valores já pagos.
Dica: Guarde todos os comprovantes de pagamento, notas fiscais e registros de atendimento (como protocolos de e-mail e mensagens) para comprovar a transação, caso precise acionar os órgãos de defesa do consumidor.