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Campinas alerta para 33 bairros com maior risco de circulação da dengue

Áreas estão sob atenção do município, que reforça os cuidados para evitar criadouros do mosquito
bairros com maior risco de dengue em Campinas: Campinas alerta para 33 bairros com maior risco de circulação da dengue; na imagem, um profissional de luvas azuis realiza inspeção e coleta de água em recipiente entre galhos e plantas.

Campinas está em alerta para 33 bairros com maior risco de transmissão da dengue, conforme dados divulgados ontem (20). A medida busca reforçar os cuidados para evitar a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, dentro das residências.

Entre as áreas classificadas com maior risco de circulação da doença estão:

  • Vila Costa e Silva;
  • Vila Miguel Vicente Cury;
  • Cidade Satélite Íris II e IV;
  • Jardim Rossim;
  • Vila Padre Manoel de Nóbrega;
  • Jardim Garcia;
  • Vila Castelo Branco;
  • Jardim Londres;
  • Jardim Paulicéia;
  • Núcleo Residencial Princesa D’Oeste;
  • Vila Boa Vista;
  • Parque Via Norte;
  • Jardim São Marcos;
  • Jardim Campineiro;
  • Vila Esperança;
  • Núcleo Residencial Vila Vitória;
  • Jardim Marajó;
  • Residencial Vida Nova;
  • Chácara São José;
  • Jardim Cristina;
  • Jardim Aeroporto;
  • Jardim São Francisco.
  • Jardim Nova América;
  • Jardim Irmãos Sigrist;
  • Jardim Campo Belo I e II;
  • Cidade Singer I e II.
  • Vila Marieta;
  • Vila Paraíso;
  • Vila Santa Odila;
  • Jardim Cura D’ars;
  • Vila Georgina.

No município, foram confirmados 3.735 casos de dengue entre 1º de janeiro e 17 de agosto deste ano. Desde o início de 2026 até o dia 13 deste mês, foram realizadas 1.101.634 visitas a imóveis e ações educativas por agentes comunitários de saúde, equipes de controle ambiental e funcionários de uma empresa contratada.

Em relação às nebulizações, foram realizadas 53.382 aplicações neste ano.

Como evitar?

Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que 80% dos criadouros estão localizados dentro das residências. O dado reforça a importância de manter os ambientes livres de recipientes que possam acumular água e de realizar o descarte adequado de resíduos.

Para reduzir o risco de proliferação do Aedes aegypti e prevenir a dengue, algumas medidas podem ser adotadas no dia a dia:

  • Evitar água parada em latas, pneus e outros objetos.
  • Trocar a água dos vasos de plantas a cada dois dias.
  • Retirar os pratinhos dos vasos ou lavá-los com bucha, água e sabão a cada sete dias.
  • Manter a caixa-d’água devidamente vedada.
  • Deixar fechados os vasos sanitários que não estão sendo utilizados.

Identificação

Os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde envolvidos nas ações de combate à dengue utilizam crachá com nome e foto. A identificação permite que os moradores confirmem a identidade dos trabalhadores antes de permitir o acesso às residências.

Os agentes comunitários de saúde também podem ser reconhecidos pelo colete azul-escuro, que traz a identificação do programa “Saúde com Agente”, da Prefeitura e do Ministério da Saúde.

As equipes da empresa contratada para atuar no combate às arboviroses também possuem identificação específica. Os agentes da Impacto Controle de Pragas Ltda. usam camiseta laranja com gola careca e logotipo da empresa. Já os líderes das equipes vestem camiseta verde, com as mesmas características.

Sintomas

A dengue é uma doença que pode apresentar diferentes níveis de gravidade. Embora a maioria dos pacientes se recupere após a infecção, alguns quadros podem evoluir para complicações mais sérias, com necessidade de internação e até risco de morte.

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem temperatura elevada, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, enjoo, cansaço ou sensação de fraqueza, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele.

Além dessas manifestações, alguns sinais podem indicar agravamento do quadro e exigem atendimento médico com urgência. Entre os principais alertas estão dor intensa na barriga, vômitos frequentes, tontura ou sensação de desmaio, dificuldade para respirar, sangramentos pelo nariz, gengivas ou fezes, além de cansaço excessivo e irritabilidade.

bairros com maior risco de dengue em Campinas: Folheto informativo sobre prevenção da dengue, com orientações de cuidados e eliminação de criadouros, entregue a moradores em Campinas nos 33 bairros com maior risco de transmissão. Crédito Fernanda Sunega/Arquivo PMC.
Campinas reforça os cuidados contra a dengue em 33 bairros com maior risco de transmissão da doença. – Crédito: Fernanda Sunega/Arquivo PMC

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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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