A Unilever teve a fabricação de produtos de limpeza suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na unidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira (2) e foi tomada após uma fiscalização realizada no fim de agosto.
Apesar da suspensão, consumidores não precisam descartar produtos que já compraram. Segundo a Anvisa, as análises feitas até agora não identificaram contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes já produzidos.
Por isso, a agência não determinou a retirada dos itens das lojas nem proibiu o uso dos produtos que estão no mercado.
Por que a Anvisa suspendeu a fabricação da Unilever?
A inspeção na fábrica da Unilever aconteceu entre os dias 24 e 28 de agosto. A ação reuniu equipes da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Vinhedo.
Durante a fiscalização, os órgãos encontraram falhas relacionadas às Boas Práticas de Fabricação, regras utilizadas para garantir o controle de qualidade durante a produção.
Entre os problemas identificados estão falhas nos controles feitos durante a fabricação e antes da liberação dos produtos. A fiscalização também identificou deficiências no monitoramento da água usada na fábrica.
A fiscalização ainda encontrou fragilidades na forma como a empresa investigava e corrigia problemas identificados internamente.
Segundo a Resolução-RE nº 3.443/2026, publicada no Diário Oficial da União, a suspensão atinge todos os produtos saneantes fabricados na unidade de Vinhedo.
Produtos da Unilever serão recolhidos?
Não. A Anvisa informou que, até o momento, não encontrou sinais de contaminação nos produtos da Unilever já disponíveis no mercado.
Dessa forma, a medida não suspende a venda, a distribuição ou o uso dos itens disponíveis no mercado. Também não há determinação de recolhimento.
A suspensão vale para a fabricação de novos produtos na unidade de Vinhedo e tem caráter preventivo. A intenção, segundo a agência, é garantir que futuros lotes atendam às exigências sanitárias antes de chegarem aos consumidores.
A fiscalização faz parte de uma série de inspeções em fabricantes de produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes. Em 2026, sete fabricantes já passaram por esse tipo de vistoria, incluindo quatro das maiores empresas do setor no Brasil.