A jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem morreu aos 92 anos, em Nova York, nos Estados Unidos. A fundação que leva o nome dela divulgou a informação nesta quinta-feira (3). Segundo a organização, Steinem morreu na quarta-feira (2), em casa, cercada por pessoas próximas. A família não informou a causa da morte.
Quem foi Gloria Steinem
Gloria Steinem se tornou uma das principais referências do movimento feminista nos Estados Unidos, especialmente a partir do fim dos anos 1960. Durante mais de cinco décadas, ela defendeu a igualdade de gênero e os direitos civis e reprodutivos das mulheres.
Nos anos 1970, Steinem ganhou destaque como uma das representantes da chamada segunda onda do feminismo. O movimento ampliou os debates sobre os direitos das mulheres e a participação feminina na sociedade.
Como jornalista, ela também levou questões relacionadas às mulheres para debates sobre política, guerra, mídia e justiça social.
Gloria Steinem e a criação da revista Ms.
Um dos principais marcos da carreira de Gloria Steinem foi a criação da Ms. Magazine, da qual ela participou como cofundadora e editora.
A revista se tornou pioneira entre as grandes publicações dos Estados Unidos por ter mulheres como proprietárias, editoras e autoras. A Ms. também abriu espaço para discussões sobre igualdade de direitos, representação feminina, inclusão e justiça social.
A publicação ajudou a consolidar Steinem como uma das principais vozes do feminismo norte-americano.
Atuação pelos direitos das mulheres
Steinem defendeu a participação feminina na política e apoiou candidatas a cargos públicos. Ela também atuou em pautas relacionadas à justiça econômica e social, liberdade reprodutiva e combate à violência doméstica.
Em 1971, ela participou da fundação do National Women’s Political Caucus, ao lado de Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan, autora do livro A Mística Feminina.
A ativista também participou da criação de organizações voltadas à atuação política, aos direitos trabalhistas e à presença das mulheres na mídia.
Gloria Steinem recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade
O trabalho de Gloria Steinem também ganhou reconhecimento oficial nos Estados Unidos.
Em 2013, o então presidente Barack Obama concedeu a ela a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a mais alta honraria civil do país.
Steinem também defendia um movimento feminista que incluísse mulheres de diferentes origens. Ao longo da trajetória, ela reconheceu a influência de mulheres negras em sua formação e no movimento feminista.
Fundação Gloria Steinem confirma morte
A Fundação Gloria Steinem divulgou a morte da ativista em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (3).
Segundo a organização, ela morreu pacificamente em casa, em Nova York, cercada por pessoas que a amavam. A causa da morte não foi informada.
Ao longo da carreira, Steinem também defendeu a importância de ouvir as experiências de outras mulheres como parte da construção de mudanças sociais.




