O presidente da Câmara de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania), foi preso temporariamente nesta quarta-feira (9), durante a Operação Archimagus. A ação investiga uma estrutura ligada ao tráfico de drogas na região e também cumpriu mandados em outras cidades.
Operação mira suspeitos em quatro cidades
A Operação Archimagus é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. A força reúne agentes de diferentes órgãos de segurança para atuar contra organizações criminosas.
Nesta quarta-feira, as equipes cumpriram dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em Campinas, Sumaré e Vinhedo, em São Paulo, além de Jacutinga, em Minas Gerais.
Um dos endereços vistoriados é um sítio que, segundo a investigação, pode ter sido usado para armazenar drogas. As autoridades também apuram o uso de imóveis e empresas na estrutura investigada.
Presidente da Câmara de Sumaré é alvo da apuração
A investigação aponta indícios de uma possível participação de Hélio Silva na estrutura ligada ao tráfico. Segundo a apuração, há elementos que relacionam o vereador ao financiamento para a compra de drogas.
Os investigadores também analisam uma possível ligação dele com a logística de armazenamento e distribuição dos entorpecentes. A apuração considera ainda a utilização de imóveis e pessoas jurídicas na dinâmica investigada.
Hélio Silva tem 55 anos e exerce o cargo de vereador pelo Cidadania. Ele foi reeleito em 2024, com 1.916 votos, e assumiu a presidência da Câmara de Sumaré para o biênio 2025/2026.
O vereador também é candidato a deputado federal nas eleições de 2026. A prisão ocorreu no contexto da investigação conduzida pelas forças de segurança.
Segundo suspeito também foi preso
A operação resultou ainda na prisão de Mikael Batista Costa, de 44 anos. Segundo a investigação, ele seria gerente de um dos pontos de tráfico analisados pelas autoridades.
A apuração busca esclarecer a função de cada suspeito dentro da estrutura investigada. Os materiais recolhidos durante as buscas também devem ser analisados pelos responsáveis pelo caso.
A atuação integrada segue um modelo adotado pelas forças de segurança para combater organizações criminosas.
O que acontece agora na investigação
A prisão de Hélio Silva é temporária e integra as medidas autorizadas no decorrer da investigação. A condição de investigado não significa condenação ou comprovação definitiva dos crimes atribuídos na apuração.
As autoridades devem analisar documentos, objetos e outros materiais recolhidos nos endereços que foram alvo das buscas. Esse trabalho pode contribuir para esclarecer a origem dos recursos, a movimentação das drogas e a participação de outros envolvidos.
Até a última atualização, a Câmara Municipal de Sumaré e o Cidadania não haviam divulgado posicionamento sobre o caso. A defesa de Hélio Silva também não havia sido localizada.
O espaço permanece aberto para manifestações da Câmara, do partido e da defesa do vereador.




