O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou novas diligências na investigação sobre o caso de Júlia Rimoli Bossoni. A jovem sofreu um grave traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.
As informações foram enviadas ao VTV News pelo próprio Ministério Público. O veículo entrou em contato com o órgão para esclarecer o andamento da investigação.
Entre as medidas solicitadas pela Promotoria de Justiça de Vinhedo está uma perícia do Instituto de Criminalística (IC). Os peritos deverão analisar o carrinho utilizado pela jovem e a estrutura da atração.
A manifestação do MPSP ocorreu em 24 de agosto de 2026. Segundo o documento, o procedimento investiga uma possível lesão corporal culposa relacionada aos fatos de 20 de abril, quando Júlia passou mal durante o percurso da montanha-russa.
Perícia vai analisar segurança da Montezum
A promotora de Justiça Waleska Bueno Sanches Buratto solicitou a perícia no carrinho utilizado por Júlia e na estrutura da Montezum.
Além disso, o IC deverá verificar as condições de manutenção e funcionamento do equipamento. A análise também deve considerar possíveis falhas de segurança, defeitos ou riscos estruturais.
Os peritos deverão avaliar, ainda, se algum evento ou falha poderia provocar lesões semelhantes às apresentadas pela jovem.
A medida faz parte de uma série de diligências solicitadas pela promotoria à Polícia Civil. Em seguida, no dia 25 de agosto, o Tribunal de Justiça determinou o retorno do procedimento à delegacia para o cumprimento das medidas.
MP quer esclarecimentos sobre fotos da atração
Outra diligência envolve o sistema de fotografias da Montezum.
Segundo a manifestação do Ministério Público, o Hopi Hari informou durante a investigação que não possui imagens do trajeto da montanha-russa.
Por outro lado, uma testemunha relatou que a atração conta com um sistema que registra fotografias dos passageiros durante a descida.
Diante dessa divergência, a promotoria determinou que o parque explique como funciona o sistema de fotografias. O MP também quer saber se houve algum registro de Júlia no dia do acidente.
Além disso, o órgão pediu esclarecimentos sobre um eventual descarte ou falha que tenha impedido a preservação da imagem, caso exista um registro que não esteja mais disponível.
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Prontuários médicos serão analisados
A promotoria também solicitou a juntada dos exames médicos de Júlia. Além disso, requisitou cópias completas dos prontuários de atendimento da jovem.
O pedido inclui documentos do ambulatório do próprio Hopi Hari, da Santa Casa de Vinhedo e do Hospital da Unimed de Londrina, no Paraná.
Depois dessa etapa, o Ministério Público determinou o envio dos prontuários e exames ao Instituto Médico Legal (IML).
O objetivo é produzir um laudo de exame de corpo de delito indireto. O documento deverá analisar a natureza, a extensão e a gravidade das lesões cranianas sofridas pela jovem.
Investigação apura possível lesão corporal culposa
No documento enviado ao VTV News, o MPSP classifica o caso como um procedimento investigatório preliminar.
A apuração busca verificar uma possível prática do crime de lesão corporal culposa, previsto no artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal.
De acordo com a manifestação, Júlia estava no Hopi Hari em 20 de abril, por volta das 16h30. Na ocasião, ela sofreu um grave traumatismo craniano durante o percurso da Montezum.
Segundo o documento, o marido da jovem relatou fortes solavancos no equipamento. Ele também informou que Júlia começou a convulsionar ainda dentro da atração.
O traumatismo provocou um hematoma subdural e exigiu intervenções cirúrgicas de urgência. Na manifestação de agosto, o MPSP informou que a jovem apresentava comprometimento neurológico grave.
Investigação continua
Com as novas diligências, a Polícia Civil deverá reunir informações técnicas, médicas e documentais sobre o caso.
No entanto, o documento enviado pelo Ministério Público ao VTV News não apresenta uma conclusão sobre eventual falha na atração ou responsabilidade pelo acidente.
As medidas determinadas ainda precisam ser cumpridas. Por isso, a investigação continua em andamento.
O VTV News entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo para obter informações atualizadas sobre o caso e esclarecer as providências adotadas na investigação.
Em resposta, o MPSP encaminhou ao veículo as informações sobre o procedimento e as diligências solicitadas pela Promotoria de Justiça de Vinhedo. Entre elas estão a perícia na Montezum, a análise dos prontuários médicos e os esclarecimentos sobre o sistema de fotografias da atração.
A investigação segue em andamento.




