O cantor Alexandre Pires virou alvo de investigação da Polícia Federal. A corporação apura a suspeita de envolvimento do artista com uma organização criminosa apontada por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A informação foi divulgada hoje (3) pelo G1.
Os desdobramentos do inquérito indicam que o cantor mantinha contrato de representação artística com Matheus Possebon, apontado como cabeça da facção. O levantamento da polícia aponta ainda que o músico e a própria empresa dele figuram no setor financeiro do grupo investigado.
Motivo
A ofensiva policial, batizada de Operação Disco de Ouro II, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens voltadas ao sequestro de bens e valores, sem registros de ordens de prisão. As diligências direcionadas ao músico ocorreram na residência dele e na produtora musical situada em Uberlândia, Minas Gerais.
O esquema ilegal investigado envolvia a extração e a comercialização de cassiterita, mineral popularmente chamado de ouro negro. Para burlar a fiscalização e dar aparência de legalidade aos recursos, os criminosos utilizavam licenças de lavra garimpeira emitidas no município paraibano de Itaituba, no Pará.
A apuração policial constitui um desdobramento da primeira etapa da Operação Disco de Ouro, realizada em 2023. Conforme o grau de envolvimento, os investigados poderão enfrentar acusações por:
- Lavagem de dinheiro;
- Organização criminosa;
- Falsidade ideológica;
- Operação irregular de instituição financeira.




