Mais de 80 presos beneficiados pela saída temporária, popularmente conhecida como “saidinha”, não retornaram às unidades prisionais após o período de liberação, em quatro cidades do litoral de São Paulo. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP), são 82 foragidos entre os 2.650 reeducandos autorizados a deixar os presídios (veja relação abaixo).
Ao VTV News, a pasta informou que os detentos foram autorizados a sair temporariamente entre os dias 15 e 21 de setembro – mas, ao todo, cerca de 3,1% dos beneficiados não retornaram às unidades dentro do prazo.
Mongaguá concentra maior parte das ocorrências. De acordo com a SAP-SP, dos 1.535 presos do regime semiaberto que receberam autorização para deixar o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) “Dr. Rubens Aleixo Sendin”, 69 não retornaram; o equivalente a cerca de 4,5%. Veja abaixo como ficou em cada cidade:
- Mongaguá: 1.535 saíram e 69 não retornaram;
- São Vicente: 1.032 saíram e 8 não retornaram;
- Caraguatatuba: 75 saíram e 5 não retornaram;
- Praia Grande: 8 saíram e todos retornaram.
O que acontece com quem não retorna
Segundo a SAP-SP, a saída temporária é um benefício previsto na Lei de Execução Penal e concedido pelo Poder Judiciário. No Estado de São Paulo, as datas são regulamentadas pela Portaria DEECRIM 02/2019.
“É importante lembrar que quando o preso não retorna à Unidade Prisional, é considerado foragido e perde automaticamente o benefício do regime semiaberto, ou seja, quando recapturado, volta ao regime fechado”,
informou a SAP-SP.
A secretaria não informou, na nota enviada à reportagem nesta quarta-feira (23), quantos dos 82 presos que não retornaram já foram localizados ou recapturados. O texto poderá ser atualizado posteriormente.
Foto principal: Wilson Dias/Agência Brasil




