A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chega a mais um dia, hoje (24). Segundo o sindicato dos bancários, uma audiência de mediação realizada na noite de ontem ( 23), terminou sem acordo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT)
Com isso, um ato com empregados da instituição será realizado na Avenida Paulista, na altura do número 750, a partir do meio-dia. A greve dos empregados do banco público continua por tempo indeterminado.
Diante da continuidade do impasse, a Caixa comunicou aos trabalhadores que levou a disputa para a Justiça, por meio de um dissídio coletivo. O procedimento permite que o Tribunal decida sobre as questões que não foram resolvidas durante as negociações entre o banco e os empregados.
Entre os principais pontos que dificultam o fim da greve está o Saúde Caixa, plano de assistência à saúde oferecido pela instituição. Os trabalhadores questionam a possibilidade de aumento dos gastos com o benefício e não concordam com o atual modelo de custeio.
Por que bancários rejeitam proposta ?
De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados, CEE, a proposta foi rejeitada em mais de 90% das bases sindicais que participaram da votação, no começo desta semana.
Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde dos empregados. A categoria também reivindica mudanças em outros itens do acordo específico, que estão em discussão desde junho.
Histórico
A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal teve início na quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco durante as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta foi rejeitada por 68% dos trabalhadores em assembleia encerrada na noite da última sexta-feira (11). Com a decisão, a categoria optou pela manutenção da paralisação por tempo indeterminado.
Antes de a greve começar, os trabalhadores já tinham rejeitado uma proposta para renovar o ACT, documento que define as regras e condições de trabalho dos funcionários. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% dos sindicatos recusaram a proposta.





