A grave crise financeira da Ponte Preta também afeta os funcionários do clube. Na última quarta-feira (23), a direção colocou um aviso na cozinha do Estádio Moisés Lucarelli determinando que cada funcionário poderia consumir apenas um pão por dia.
A medida foi divulgada inicialmente pelo jornalista Murilo Godoy e ocorre em um momento de dificuldades financeiras e administrativas para a Macaca. O comunicado pede a colaboração dos funcionários para cumprir a nova regra.
“A partir de hoje (quarta-feira, 23/9), será permitido o consumo de apenas um (01) pão por funcionário. Contamos com a colaboração de todos”, estava escrito no aviso.
Processo
A restrição acontece poucos dias depois de a Ponte Preta ser alvo de uma ação judicial de uma padaria por falta de pagamento. O processo envolve uma dívida de R$ 53.280,14.
Além disso, em entrevista ao ge, o diretor jurídico José Henrique Specie classificou recentemente a situação financeira do clube como de “quase insolvência”. Segundo uma auditoria citada pelo clube, a Ponte tem um custo operacional próximo de R$ 4 milhões por mês, enquanto arrecada aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Dessa forma, o déficit mensal chega a cerca de R$ 2,8 milhões. Em um ano, considerando o mesmo cenário, o rombo operacional alcançaria aproximadamente R$ 33,6 milhões.
Crise também afeta o futebol
A dificuldade financeira ultrapassa os setores administrativos e também interfere diretamente no departamento de futebol. Em agosto, o elenco profissional chegou a paralisar as atividades por causa dos atrasos salariais.
Dentro de campo, o cenário é preocupante. Depois de conquistar a Série C do Brasileirão em 2026, a Ponte foi rebaixada no Campeonato Paulista e atualmente ocupa a última posição da Série B.
O clube soma apenas 13 pontos e está 19 atrás do Botafogo-SP, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Assim, além da crise financeira, a Macaca enfrenta uma situação delicada na luta pela permanência na segunda divisão nacional.




