🔎 Aviso de leitura: esta reportagem aborda uma investigação sobre suspeita de abuso sexual envolvendo crianças e contém informações sensíveis sobre o caso.
A Polícia Civil procura um homem investigado por suspeita de abuso sexual contra três crianças em Peruíbe, no litoral de São Paulo. As vítimas são três meninas, sendo duas irmãs gêmeas de 6 anos e uma criança de 3 anos. Segundo o boletim de ocorrência (BO), o suspeito é ex-companheiro da mãe das crianças.
O BO aponta que a mulher, de 36 anos, começou a desconfiar da situação após perceber que as crianças apresentavam comportamentos inadequados e de conotação sexual, como colocar objetos na boca e esfregar brinquedos nas partes íntimas. A princípio, ela não sabia identificar a origem dessas atitudes.
Também de acordo com o documento, as crianças não costumavam ter proximidade com outras pessoas e, quando questionadas pela mãe, disseram que ninguém havia ensinado aqueles comportamentos. Em outro momento, no entanto, elas teriam revelado que o ex-companheiro da mãe, de 33 anos, era quem as ensinava.
Suspeito fugiu
Consta no BO que o investigado, cujo parentesco com as crianças não foi especificado, teria ensinado os comportamentos de conotação sexual enquanto a mãe dormia, durante a madrugada. Ao ser confrontado pela mulher, o suspeito teria tentado tirar a própria vida usando uma corda no pescoço, mas não conseguiu.
A mulher deixou a residência, no bairro Caraguava, mas voltou ao local no dia seguinte para buscar pertences e pediu apoio policial por acreditar que o homem poderia estar na casa. Segundo o registro, os policiais encontraram o suspeito no imóvel, mas ele fugiu para uma área de mata ao perceber a chegada da equipe.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, foram realizadas buscas com participação das polícias Civil e Militar e apoio de patrulhamento aéreo, mas o investigado não foi localizado até o momento. O caso foi registrado como possível estupro de vulnerável na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe.
Investigação
A mãe foi orientada a levar as crianças ao Conselho Tutelar para acompanhamento e agendamento de exames periciais no Instituto Médico-Legal (IML). A Polícia Civil solicitou a realização de exames para verificar a existência de possíveis vestígios relacionados à denúncia e apurar se houve ato libidinoso ou conjunção carnal.
Ao VTV News, a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que “o caso é investigado por meio de Inquérito Policial instaurado pela DDM de Peruíbe, que realiza diligências visando esclarecer os fatos”. O órgão acrescentou que “demais detalhes serão preservados devido à natureza da ocorrência e por envolver menor”.

Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;
- Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.
*Foto principal: reprodução/Portal Junior Comenta




