Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Desenrola 3.0 terá dívidas compradas pela União; entenda como vai funcionar

Nova fase pode beneficiar até 15 milhões de pessoas
Dinheiro brasileiro em notas de 10 e 50 reais sendo manuseado por mãos, com indicação de Desenrola 3.0 sobre dívidas compradas pela União.

O Desenrola 3.0 terá uma mudança importante na forma de renegociar dívidas. Na nova fase do programa, a União poderá comprar carteiras de débitos em atraso por meio de leilões e transferir integralmente ao consumidor o desconto obtido na operação.

A medida vale para dívidas bancárias e não bancárias que atendam aos critérios do programa. O desconto mínimo previsto nos leilões será de 90%. A expectativa do governo é que o programa alcance até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis e beneficie até 15 milhões de pessoas.

Como funcionará a compra de dívidas no Desenrola 3.0?

A União poderá adquirir carteiras de dívidas de bancos e outras empresas por valores bem inferiores aos débitos originais. A União repassará ao devedor todo o desconto obtido nessa compra.

Na prática, o processo deverá funcionar assim:

  • A União realizará procedimentos competitivos para comprar carteiras de dívidas;
  • Os credores apresentarão suas propostas de desconto;
  • As ofertas serão classificadas pelo maior percentual de desconto;
  • O desconto obtido será transferido integralmente ao consumidor;
  • O devedor poderá pagar o novo saldo à vista ou parcelar.

O deságio mínimo exigido será de 90% sobre o valor da carteira ofertada. As regras detalhadas do procedimento ainda serão regulamentadas pelo Ministério da Fazenda.

Por exemplo, considerando uma dívida elegível de R$ 10 mil adquirida com desconto de 90%, o valor restante para renegociação seria de R$ 1 mil.

Quais dívidas poderão entrar no programa?

O Desenrola 3.0 contemplará dívidas bancárias e não bancárias, como débitos relacionados a operações financeiras, comércio e prestação de serviços.

Pelas regras da medida provisória, os créditos precisam atender a critérios como:

  • dívida original inferior a R$ 10 mil;
  • atraso superior a 720 dias;
  • atraso inferior a 1.645 dias;
  • desconto mínimo de 90% na carteira ofertada.

O programa considera os períodos de inadimplência a partir da data de 25 de setembro de 2026. O Ministério da Fazenda também poderá estabelecer regras adicionais para a implementação do programa.

Desconto poderá passar de 90%?

Sim. Os 90% representam o desconto mínimo exigido para as carteiras ofertadas, e as propostas serão classificadas considerando o maior percentual de deságio.

Isso significa que os credores poderão oferecer descontos superiores. A União transferirá integralmente ao consumidor o desconto obtido na aquisição.

Quem optar pelo parcelamento terá juros sobre o saldo restante. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá as condições dessa modalidade.

Quanto a União poderá gastar na compra das dívidas?

A medida autoriza até R$ 15 bilhões para a aquisição das carteiras de dívidas ou participação da União em fundos utilizados na operação. Os gastos dependerão da disponibilidade orçamentária e financeira.

Segundo as estimativas divulgadas pelo governo, até R$ 150 bilhões em dívidas poderão se enquadrar no programa. Considerando a adesão de credores e consumidores, a expectativa é de até R$ 75 bilhões efetivamente renegociados e 15 milhões de pessoas beneficiadas.

Quando começa o Desenrola 3.0?

A previsão é que os consumidores comecem a renegociar as dívidas a partir de fevereiro de 2027.

O cronograma divulgado prevê o chamamento dos credores em novembro de 2026, seguido pela entrega das propostas em dezembro. A homologação das ofertas selecionadas está prevista para janeiro de 2027.

Em fevereiro, deverão ocorrer a assinatura dos contratos e o início do repasse dos descontos aos devedores, que poderão escolher entre a quitação à vista ou o parcelamento.

A medida provisória que instituiu o Desenrola 3.0 entrou em vigor em 25 de setembro de 2026. O texto estabelece que essa modalidade poderá funcionar até 30 de junho de 2028.


Continua após a publicidade

Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

VEJA TAMBÉM

Imagem com bomba de combustível e mangueira vermelha abastecendo veículo, ilustrando notícia sobre Lula zera impostos do diesel e cria subvenção para conter a alta do combustível.

Diesel: governo mantém subsídio de R$ 2,12 por mais 30 dias

Pessoa usando calculadora azul e analisando documentos financeiros sobre uma mesa, enquanto trabalha com laptop em ambiente de escritório

Conta de luz fica mais barata em outubro com volta da bandeira verde

Inflação no Brasil: cédulas de reais sobre um fundo com máquina de contagem de dinheiro, sugerindo impacto no bolso em setembro.

Inflação acelera em setembro e chega a 0,70%; veja o que pesou no bolso

Combustíveis em São Paulo: foto de uma bomba de abastecimento com pistola verde inserida no bocal de um veículo, mostrando energia em um posto.

Combustíveis terão novos valores em São Paulo a partir de outubro

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.