A renegociação de dívidas pelo Desenrola Adimplentes ganhou um novo prazo. Trabalhadores informais que atendem aos critérios do programa poderão negociar seus débitos até 26 de outubro de 2026.
O prazo foi ampliado em 30 dias. A mudança consta na medida provisória que também instituiu o Desenrola Brasil 3.0 e alterou o período de vigência do Desenrola Adimplentes.
Quem pode fazer a renegociação de dívidas?
O Desenrola Adimplentes atende trabalhadores informais, sem vínculo CLT, que não sejam servidores públicos nem recebam aposentadoria ou pensão do INSS.
Para participar, a operação de crédito pessoal precisa ter pelo menos quatro parcelas pagas. Além disso, a dívida deve estar em dia ou apresentar atraso de, no máximo, 90 dias.
O saldo devedor também não pode ultrapassar R$ 15 mil por instituição financeira.
Quais dívidas podem entrar no programa?
O programa contempla operações de crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos resultantes da consolidação de outras dívidas.
Por outro lado, algumas modalidades não entram na renegociação. É o caso de:
- Crédito rural;
- Dívidas com garantia real;
- Cartão de crédito parcelado ou rotativo;
- Cheque especial.
As regras estão previstas na medida provisória que criou o Desenrola Adimplentes.
Quais são as condições para renegociar?
A renegociação de dívidas permite substituir o débito atual por uma nova operação de crédito, usada para quitar integralmente a dívida anterior.
A taxa de juros da nova operação fica limitada a 1,99% ao mês. O prazo acompanha o período restante da dívida original, mas pode receber uma ampliação de até seis meses, dependendo da quantidade de parcelas que ainda faltam.
O programa também permite contratar crédito adicional de até 50% do saldo devedor original. Nesse caso, a nova prestação não pode superar 90% do valor da parcela anterior.
Como participar do Desenrola Adimplentes?
Quem se enquadra nas regras deve procurar diretamente uma instituição financeira participante para verificar as condições disponíveis e passar pela análise de crédito.
O Ministério da Fazenda alerta que não existe um site específico do governo para realizar a negociação. Por isso, o consumidor deve usar apenas os canais oficiais dos bancos e desconfiar de links enviados por mensagens ou SMS.
Banco do Brasil e Caixa estão entre os agentes financeiros previstos no programa. Outras instituições também podem participar da iniciativa.




