Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

Futebol feminino terá limite de atletas amadoras e novas regras para clubes

Nova lei prevê redução gradual de jogadoras sem contrato profissional, equipes femininas em clubes formadores e ações para ampliar categorias de base

A nova Lei do Futebol Feminino vai mudar desde a formação de jogadoras até a composição dos elencos nas competições oficiais do país. Entre as medidas estão limites para atletas não profissionais, incentivo às categorias de base e novas exigências para clubes formadores.

A legislação foi sancionada nesta segunda-feira (28) e estabelece diretrizes permanentes para o desenvolvimento da modalidade. Como mostrou a VTV News, a lei também está relacionada à preparação do Brasil para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027.

Agora, porém, as regras detalham como o incentivo ao futebol feminino deverá funcionar na prática, com ações que envolvem profissionalização, formação de atletas, estrutura dos clubes e participação de mulheres em outras funções do esporte.

Seleção Brasileira Feminina durante partida contra a Coreia do Sul pela FIFA Series. Foto: CBF

Como vai funcionar o incentivo ao futebol feminino?

Uma das principais mudanças envolve a profissionalização das jogadoras. Na principal divisão nacional, cada equipe poderá inscrever inicialmente até quatro atletas não profissionais.

Nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, o limite será de seis atletas. Já nas outras competições profissionais, cada clube poderá contar com até oito jogadoras não profissionais.

Esses limites, no entanto, deverão diminuir gradualmente. O governo federal ficará responsável por estabelecer um cronograma de redução até que as competições oficiais femininas alcancem a profissionalização integral.

Clubes terão novas exigências

As mudanças também chegam às categorias de base. Organizações esportivas consideradas formadoras deverão oferecer às mulheres condições equivalentes às destinadas aos homens durante a formação, inclusive em relação a espaços, equipamentos e equipes profissionais de suporte.

Além disso, essas organizações deverão manter equipes femininas para obter determinadas certificações esportivas. A exigência começará a valer após 180 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma vez pelo mesmo período.

A lei também incentiva parcerias entre escolas, universidades e clubes. Dessa forma, a intenção é ampliar a identificação de talentos e criar caminhos para que mais meninas consigam chegar às categorias de base.

Incentivo vai além das jogadoras

As diretrizes não se restringem às atletas. A legislação também prevê medidas para ampliar a presença de mulheres como treinadoras, árbitras, gestoras e profissionais de educação física.

Outro objetivo é dar mais estabilidade às competições. Para isso, o poder público deverá incentivar calendários divulgados com antecedência e apoiar a realização de campeonatos de base.

A lei ainda prevê estímulo à realização de partidas em estádios com acesso ao público e estruturas compatíveis com o nível das competições.

Igualdade salarial e proteção à maternidade

Outro ponto previsto é o incentivo à igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol. A medida, porém, não determina que clubes passem imediatamente a pagar os mesmos salários a jogadores e jogadoras. Ela estabelece a redução das desigualdades como uma das diretrizes para o desenvolvimento da modalidade.

Além disso, gravidez e maternidade passam a integrar as políticas de proteção previstas para as atletas. A legislação também estabelece ações de prevenção e combate à discriminação, ao racismo, à intolerância e à violência contra mulheres no ambiente esportivo.

SAF poderá ser exclusivamente feminina

A legislação também altera as regras das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). A partir da mudança, uma SAF poderá atuar na formação de atletas dos times masculino e feminino ou se dedicar exclusivamente ao futebol feminino.

Com isso, a legislação abre espaço para estruturas empresariais voltadas especificamente à formação e ao desenvolvimento de jogadoras profissionais.

As novas diretrizes também fazem parte do planejamento para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A legislação prevê um plano de legado social, esportivo e financeiro para aproveitar o Mundial como instrumento de expansão e fortalecimento da modalidade no país.


Continua após a publicidade

Autor

  • Fernanda Paes

    Jornalista com mais de oito anos de experiência em televisão e plataformas digitais. Cobriu o cotidiano da Baixada Santista em reportagens, entrevistas e entradas ao vivo. É formada em Jornalismo pela Unisanta e tem MBA em Marketing Digital.

VEJA TAMBÉM

Neymar durante treino do Santos

Neymar avança em recuperação e pode reforçar o Santos contra o Flamengo pelo Brasileirão

Raphinha durante aquecimento da Seleção

Raphinha é cortado da Seleção e está fora do amistoso contra a Índia

Patch da Naty Potira

Santos vai homenagear Naty Potira no clássico contra o São Paulo: ‘Eterna’

Jogadores do Botafogo-Sp comemorando gol

Ponte Preta perde para o Botafogo-SP e rebaixamento fica cada vez mais próximo

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.