O 1º turno das eleições de 2026 define parte dos cargos disputados neste domingo (4), conforme as regras de cada sistema eleitoral. Para alguns candidatos, a votação pode terminar nesta etapa, enquanto outros precisam disputar uma nova rodada.
Como funciona o 1º turno
Nas eleições para presidente, governador e prefeito, a regra considera os votos válidos. O candidato precisa alcançar mais da metade deles para vencer sem uma segunda votação.
Os votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Por isso, a quantidade necessária para vencer depende do total de votos válidos registrados na eleição.
A regra vale para a Presidência da República, os governos estaduais e as prefeituras de cidades com mais de 200 mil eleitores. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explica as regras do sistema majoritário.
O que acontece se ninguém atingir a maioria
Quando nenhum candidato alcança mais de 50% dos votos válidos, a eleição segue para o segundo turno nas disputas em que essa etapa está prevista.
Nesse caso, os dois candidatos mais votados no 1º turno avançam para uma nova votação. O eleitor volta às urnas para escolher entre os dois nomes.
A regra evita que um candidato seja eleito nesses cargos apenas por ter obtido mais votos que os demais concorrentes. É necessário atingir a maioria absoluta quando a disputa permite segundo turno.
Eleição para o Senado tem outra regra
A disputa pelo Senado segue uma regra diferente. Nesse caso, vence o candidato que obtiver a maioria dos votos, sem a exigência de superar 50% dos votos válidos.
Em 2026, cada eleitor escolherá dois candidatos ao Senado. Serão eleitos dois representantes em cada estado e no Distrito Federal.
A legislação eleitoral estabelece, portanto, uma diferença entre a escolha de presidente, governador e prefeito e a eleição de senador. O resultado para o Senado considera a ordem de votação dos candidatos.
Deputados e vereadores seguem sistema proporcional
Deputados federais, deputados estaduais, deputados distritais e vereadores são escolhidos pelo sistema proporcional. Nesse modelo, a distribuição das vagas considera os votos recebidos pelos candidatos e também os votos de legenda.
O TSE explica que os votos ajudam a definir quantas cadeiras cada partido ou federação conquista. Depois, as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro das respectivas legendas.
O eleitor também pode escolher apenas o partido. Nesse caso, ele utiliza o chamado voto de legenda na urna eletrônica.
Assim, o resultado de cada cargo depende do sistema eleitoral aplicado à disputa. Enquanto alguns candidatos precisam superar a metade dos votos válidos para encerrar a eleição no 1º turno, outras escolhas seguem critérios diferentes.




