A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) votou na Unidade Municipal de Ensino (UME) Lydia Federici, em Santos, no litoral paulista, durante o primeiro turno das eleições realizado neste domingo (4).
Antes de se deslocar à Baixada Santista (região com a qual possui forte vínculo pessoal, por ser a terra natal de seu marido, Fábio Vaz de Lima, e de seus sogros), a postulante acompanhou a votação do candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no ABC Paulista, e do candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na capital.
Ao registrar seu voto, Marina conversou com a imprensa e defendeu que o pleito ocorra de maneira democrática e respeitosa.
“Sou candidata ao Senado porque tenho propostas para São Paulo e para o Brasil, principalmente no que diz respeito à defesa dos direitos das mulheres. Aqui em São Paulo, cerca de 270 mulheres foram assassinadas em 2025 — um aumento de mais de 90% nos casos de feminicídio. Afirmar que o problema da segurança pública está resolvido é uma mentira, até porque 20% dos roubos de celular registrados em todo o país acontecem na capital paulista”, declarou a candidata.

Marina reiterou que suas prioridades envolvem a segurança feminina, a educação e a garantia da soberania do eleitorado paulista.
“Respeito quem pensa diferente de mim e desejo que, neste dia, prevaleçam a vontade de Deus e a vontade soberana do povo de São Paulo e do Brasil: por mais democracia, por segurança para as mulheres, por educação de qualidade, por igualdade de oportunidades e por mais investimentos no Estado de São Paulo, garantindo que ele continue sendo a mola propulsora de si mesmo e de todo o país”, concluiu.

Cenário acirrado no Estado
A disputa por uma cadeira no Senado por São Paulo chega ao dia da votação sob cenário de forte equilíbrio. Segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (3), quatro candidatos aparecem empatados tecnicamente dentro da margem de erro:
- Guilherme Derrite (PP): 22%
- André do Prado (PL): 22%
- Marina Silva (Rede): 21%
- Simone Tebet (PSB): 20%




