Uma menina de 10 anos reencontrou a mãe após passar 18 dias desaparecida. Ela foi localizada pela Polícia Militar (PM) na madrugada desta quarta-feira (7), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, ao lado do próprio pai, de 37 anos, que foi preso em flagrante. Ele teria levado a filha após agredir e ameaçar a ex-companheira.
Por meio de nota, a corporação informou que os policiais patrulhavam o bairro Guilhermina quando viram o homem caminhando com a menina. Durante a abordagem, os agentes conversaram separadamente com os dois e perceberam que a criança precisava de ajuda. Questionado sobre a situação, o homem tentou fugir.
A criança recebeu atendimento médico e ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar até ser entregue à mãe. Uma foto obtida pela reportagem mostra o momento do reencontro entre as duas (veja acima).
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a mulher teria sido agredida dentro de um hotel em Barueri (SP), no dia 20 de setembro. O suspeito, por sua vez, que não teve a identidade divulgada, admitiu que agiu para, ainda segundo a pasta, “retirar” a menina do “convívio materno”.
Prisão
A PM perseguiu o suspeito até a Avenida Castelo Branco, na orla da praia, onde ele foi localizado. Como resistiu à prisão, precisou ser algemado pela equipe policial. Em seguida, foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, onde os policiais confirmaram que havia um mandado de prisão em aberto.
Segundo a mãe, ela e a filha foram dopadas no hotel, e o homem fugiu levando a menina e os documentos dela para o litoral. Ainda de acordo com a mulher, o homem enviou mensagens com ameaças durante o período em que esteve com a filha – uma delas afirmando que a polícia encontraria apenas o corpo da criança (leia abaixo).

A Justiça havia determinado, em 28 de setembro, a busca e apreensão da menina e concedido a guarda unilateral à mãe. A decisão da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Barueri também suspendeu o direito de convivência do pai com a filha até uma nova determinação judicial. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado.




