Um homem de 57 anos, que não teve a identidade divulgada, foi preso após agredir a esposa, de 38, e provocar um incêndio na garagem da casa onde a família vivia, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os dois filhos do casal, de 8 e 10 anos, ficaram presos dentro do imóvel em chamas e precisaram ser resgatados.
O caso aconteceu na noite de sexta-feira (9), na Avenida Professora Heleny Rosa, no bairro Trevo. Segundo a Polícia Militar (PM), o casal havia saído para beber em um bar e começou a discutir depois de voltar para casa, quando o homem acusou a mulher de traição. Durante a discussão, ela foi empurrada ao chão.
Conforme o relato da vítima, durante a briga, o homem ateou fogo em uma motocicleta estacionada na garagem. Quando ela tentou apagar as chamas, foi impedida, e ele incendiou outro veículo. O fogo se espalhou pelo local, que era o único acesso à residência, enquanto as crianças gritavam por socorro dentro da casa.
A PM foi acionada por testemunhas. Ao perceber a chegada dos agentes, o suspeito fugiu, deixando os filhos no imóvel em chamas. Diante da intensidade do incêndio, os policiais chamaram o Corpo de Bombeiros, que resgatou as duas crianças. Segundo o registro policial, elas não sofreram queimaduras nem inalaram fumaça.
Admitiu crime
O homem foi perseguido pelos policiais e se rendeu. Em seguida, foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, onde admitiu ter incendiado as motocicletas, mas negou a intenção de ferir ou matar a companheira. Ele também disse estar arrependido. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito.
À polícia, a vítima afirmou que estava com o homem havia cerca de 13 anos, mas tentava encerrar o relacionamento há três, devido a comportamentos abusivos. Ele também não aceitava a separação. O caso foi registrado como violência doméstica, incêndio, vias de fato e tentativa de vicaricídio.
🔎A lei brasileira define o vicaricídio como matar um filho, familiar ou outra pessoa sob responsabilidade da mulher para causar sofrimento, puni-la ou controlá-la, em contexto de violência doméstica e familiar.




