A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, contou que realizou uma sessão de laser íntimo após apresentar pequenos escapes de urina depois de três gestações. O procedimento é utilizado em tratamentos ginecológicos, mas a indicação depende da avaliação médica e da causa dos sintomas.
Embora tenha ganhado visibilidade entre mulheres jovens, o laser íntimo também é discutido no tratamento de sintomas associados à menopausa, como ressecamento vaginal, ardor, dor durante as relações sexuais e alterações urinárias.
Menopausa pode provocar alterações na região íntima
Segundo a ginecologista Beatriz Tupinambá, especialista em menopausa e longevidade feminina, a queda do estrogênio pode provocar mudanças nos tecidos da região íntima e favorecer o surgimento de sintomas que afetam a qualidade de vida.
“Com a chegada da menopausa, a pele da região fica mais fina, mais sensível, mais delicada. Aumenta a chance de infecção urinária, de candidíase de repetição, de perda urinária, de ressecamento e de dor na relação. Não é só uma questão de beleza. É uma questão de função”, explica a médica.
Essas manifestações podem estar associadas à síndrome geniturinária da menopausa, condição que envolve alterações na vulva, na vagina e no trato urinário. Segundo a The Menopause Society, a condição afeta entre 27% e 84% das mulheres na pós-menopausa.
Indicação depende da causa dos sintomas
O laser de CO₂ é apontado pela médica como uma possibilidade terapêutica em situações específicas. Segundo ela, o procedimento busca estimular a regeneração dos tecidos e pode contribuir para aliviar alguns sintomas. No entanto, a indicação não é igual para todas as mulheres.
No caso da perda urinária, a investigação é especialmente importante, já que existem diferentes tipos de incontinência e nem todos estão relacionados às alterações da menopausa.
“No caso da perda urinária, é importante investigar a fundo a causa”, ressalta Beatriz. A médica explica que, dependendo da situação, o tratamento pode incluir outras abordagens, como fisioterapia pélvica e terapia hormonal local.
O laser não contém hormônios e, segundo a especialista, pode ser considerado em determinadas estratégias de tratamento. A escolha, porém, deve levar em conta o histórico e as necessidades de cada paciente, além dos possíveis benefícios e riscos do procedimento.




