O candidato de um concurso público em Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi preso em flagrante suspeito de usar um dispositivo de escuta no ouvido para tentar se beneficiar na prova. Segundo a Polícia Militar (PM), foi possível ouvir vozes saindo do equipamento encontrado com ele, na tarde deste domingo (18).
De acordo com a PM, a equipe foi acionada após funcionários responsáveis pela aplicação da prova identificarem um objeto no ouvido do candidato, que aparentava ser um dispositivo de escuta. A coordenação do concurso foi chamada, e o homem passou por uma verificação com detector de metais.
Ao tentar retirar o dispositivo, o candidato machucou o ouvido esquerdo e precisou ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde uma médica retirou o equipamento. A esposa dele foi localizada em um carro nas proximidades, no qual, segundo a PM, havia outros aparelhos e dispositivos de comunicação.
Equipamentos apreendidos
O caso aconteceu na Escola Municipal Bernardino de Souza Pereira, no bairro Jardim Corumbá. Além do aparelho de escuta, o homem estava com um equipamento semelhante a um cartão de crédito, com entrada para chip de telefonia e carregador. Ele e a esposa foram encaminhados posteriormente ao 1º Plantão Policial da cidade.
Ao todo, os policiais apreenderam os seguintes objetos:
- Dois celulares da marca iPhone;
- Quatro chips de telefonia;
- Quatro mini baterias;
- Três pontos de escuta;
- Dois dispositivos semelhantes a cartões de crédito;
- Um cabo carregador e um cabo de conexão para escuta;
- Um caderno de questões.

Casal preso
Ainda de acordo com a PM, o candidato precisou ser algemado durante o trajeto até a delegacia, devido ao risco de fuga e para garantir a segurança da equipe policial. O casal foi assistido por um advogado durante a apresentação da ocorrência no Plantão Policial, e a autoridade policial arbitrou fiança de R$ 10 mil.
O caso foi registrado como fraude em concurso público, com base no artigo 311-A do Código Penal. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) e a Prefeitura de Itanhaém foram procuradas, mas não se manifestaram até o momento. A defesa do casal ainda não foi localizada, mas o espaço segue aberto para manifestações.




