O navio oceanográfico Professor W. Besnard foi retirado do Cais do Valongo, em Santos, no litoral de São Paulo, por volta das 10h desta sexta-feira (23). Conforme apurado pelo VTV News, a embarcação foi rebocada após passar meses no local, onde afundou parcialmente em março e foi reflutuada em junho.
A remoção ocorre mais de sete meses após o naufrágio, que deixou o navio inclinado e parcialmente submerso. A embarcação estava fora de operação desde 2008 e passava por reformas quando afundou.
A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e a Autoridade Portuária de Santos (APS) foram procuradas pela reportagem para fornecer mais informações sobre o destino do navio e os detalhes da operação, mas ainda não haviam respondido até a última atualização desta reportagem. O texto poderá, portanto, ser atualizado.
Naufrágio e reflutuação
O Professor W. Besnard adernou em 13 de março, após uma avaria no casco permitir a entrada de água na embarcação, que ficou parcialmente submersa junto ao Cais do Valongo. Nas semanas seguintes, foram realizados trabalhos para estabilizar o navio e preparar a operação de salvamento.
A reflutuação foi concluída em 15 de junho, com o uso de guindaste e bombas para retirar a água acumulada e fazer a embarcação voltar a flutuar. Depois disso, o navio passou por monitoramento técnico.
Para realizar o salvamento, a APS contratou a empresa Marfort por R$ 8,6 milhões, e a previsão inicial era levar a embarcação a um estaleiro em maio, mas o prazo não foi cumprido. Já em agosto, a Capitania dos Portos ainda aguardava documentos necessários para autorizar o reboque, que exigia medidas de segurança para evitar acidentes e impactos nas operações portuárias.


Fotos: Divulgação/APS
Sobre a embarcação
O navio é um ícone da oceanografia brasileira lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP). O nome Prof. W. Besnard é uma homenagem ao primeiro diretor do Instituto da USP que, desde 1958, trabalhava para que a universidade tivesse o seu próprio navio.
O navio chegou ao Brasil em agosto de 1967. Navegou mais de 3 mil dias e durante os primeiros 23 anos navegou sem interrupções. Foram centenas de viagens científicas, sendo seis para a Antártica.

Atracado desde 2008 no Porto de Santos, o navio foi cedido pela USP para o município de Ilhabela. Em julho do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por falta de condições para navegar. Mas, após uma audiência conciliatória, junto ao Ministério Público (MPSP), a decisão foi suspensa e o navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar.




