O acúmulo de areia na foz do Rio Itanhaém, no litoral de São Paulo, preocupa pescadores e dificulta a circulação de embarcações há décadas. Agora, um convênio de R$ 1,68 milhão permitirá que o município realize novos estudos para buscar soluções ao problema.
A Prefeitura de Itanhaém assinou o acordo para investigar o assoreamento na região conhecida como Boca da Barra. O fenômeno ocorre quando areia e outros sedimentos se acumulam no leito do rio, reduzindo a profundidade da água e prejudicando a navegação.
No entanto, o investimento não prevê obras imediatas de desassoreamento. Nesta etapa, os pesquisadores vão analisar as condições da foz e identificar alternativas para melhorar a circulação das embarcações, considerando também os impactos ambientais.
Estudos vão analisar ondas, marés e acúmulo de areia
O projeto contará com R$ 1.498.226,82 do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Além disso, a Prefeitura de Itanhaém contribuirá com R$ 188.699,76 por meio da disponibilização de profissionais técnicos durante 24 meses.
Para entender o comportamento do rio, os pesquisadores utilizarão levantamentos técnicos e simulações por computador. Dessa forma, poderão avaliar como as ondas, as marés, as correntes e o transporte de areia influenciam o assoreamento.
Os estudos também permitirão comparar possíveis intervenções e seus efeitos sobre a foz do rio e o ambiente costeiro.
A iniciativa retomará pesquisas que o Laboratório de Hidráulica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) realizou entre 1991 e 2003. Com isso, o município pretende atualizar informações sobre as mudanças que ocorreram na região ao longo das últimas décadas.
Assoreamento afeta pesca e turismo em Itanhaém
O acúmulo de sedimentos na Boca da Barra representa um problema para quem depende do rio. Isso porque a redução da profundidade pode dificultar a passagem de embarcações e comprometer atividades ligadas à pesca e ao turismo náutico.
Por esse motivo, a prefeitura busca identificar uma solução que considere tanto a navegação quanto a preservação ambiental.
Além do município, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI) participa da iniciativa.
Quando começam os estudos no Rio Itanhaém?
Com o convênio assinado, a próxima etapa será contratar uma instituição de ensino ou pesquisa para realizar os levantamentos e as análises técnicas.
Caso os resultados apontem uma solução adequada, a instituição também deverá elaborar o projeto correspondente.
Somente depois dessa fase a Prefeitura de Itanhaém poderá buscar os recursos necessários para executar as intervenções.




