A colisão entre dois trens de alta velocidade na província de Toledo, na Espanha, deixou pelo menos 64 mortos e 80 feridos, segundo informações divulgadas pela imprensa espanhola nesta quarta-feira (28). Entre os feridos, 50 estariam em estado grave. O acidente aconteceu nas proximidades das cidades de Los Yébenes e Urda, mobilizou equipes de emergência e levou a Guarda Civil a solicitar amostras de DNA de familiares para auxiliar na identificação das vítimas.
A circulação ferroviária entre Madri e a região da Andaluzia foi suspensa após a ocorrência. Enquanto as equipes atuam no atendimento aos passageiros, autoridades também organizam estruturas de apoio para sobreviventes e familiares que procuram informações sobre pessoas desaparecidas.
Como aconteceu a colisão
De acordo com relatos publicados pelo jornal espanhol El País, o acidente ocorreu pouco antes das 9h, no horário local, na região de Toledo, a aproximadamente 150 quilômetros ao sul de Madri.
As informações iniciais indicam que um trem da empresa Iryo estava parado ou circulava em baixa velocidade quando foi atingido por uma composição AVE, operada pela Renfe, companhia ferroviária nacional espanhola.
Após o impacto, parte do trem AVE saiu dos trilhos. Vagões da composição da Iryo também descarrilaram, e pelo menos dois deles teriam caído por um barranco, segundo relatos de testemunhas divulgados pela imprensa local.
A ocorrência foi comunicada ao serviço de emergência 112 de Castilla-La Mancha às 8h45.
As circunstâncias da colisão ainda não foram esclarecidas.
Guarda Civil coleta DNA para identificar vítimas
Diante da quantidade de mortos e desaparecidos, a Guarda Civil mobilizou equipes em quatro regiões espanholas: Madri, Sevilha, Córdoba e Toledo. O objetivo é coletar amostras de DNA de parentes de primeiro grau para contribuir com a identificação das vítimas.
A corporação orientou os familiares a comparecerem aos postos indicados para fornecer material genético e ajudar a esclarecer o paradeiro de passageiros que ainda não foram localizados.
Os pontos de atendimento divulgados ficam nos seguintes endereços:
- Madri: rua Batalla del Salado, 32.
- Sevilha: avenida de la Borbolla, 8.
- Córdoba: avenida de los Mozárabes.
- Toledo: avenida Barber, 42.
A medida busca acelerar o reconhecimento das pessoas mortas e facilitar o trabalho das autoridades diante da gravidade do acidente.
#AccidenteFerroviario La @guardiacivil ha habilitado diferentes oficinas para que acudan los familiares de primer grado de las víctimas del accidente ferroviario. El objetivo prioritario es la identificación de las personas desaparecidas y la toma de muestras de ADN de los familiares que acudan a estas oficinas para así poder agilizar el proceso de identificación. Estas dependencias están ubicadas en las Zonas de la Guardia Civil en Madrid (Calle Batalla del Salado 32) y de Andalucía (Avenida de la Borbolla nº 8, Sevilla) y las Comandancias de Córdoba (Entrada por Avenida de los Mozaharabes) y de Toledo (Avenida Barber Nº 42). Por ello desde la Guardia Civil hacemos un llamamiento a los familiares directos para que acudan lo antes posible a estas dependencias para agilizar la identificación.
— Guardia Civil (@guardiacivil) October 28, 2026
Sobreviventes relatam momentos de desespero
Enquanto as equipes de resgate trabalham na região, familiares tentam obter notícias de passageiros que estavam a bordo das composições.
Segundo relatos publicados pelo El País, uma mulher identificada como Laura conseguiu conversar brevemente com um primo que viajava em um dos trens com destino a Sevilha. Ele teria informado que estava em um dos vagões atingidos e demonstrado surpresa por ter sobrevivido.
Outro passageiro, Juan, de 65 anos, relatou ao jornal que estava no sexto vagão do trem da Renfe quando sentiu um impacto violento. Na sequência, ouviu gritos e viu passageiros tentando deixar as composições e ajudar outras pessoas.
O homem sofreu um traumatismo craniano e recebeu atendimento médico. Em Urda, sobreviventes com ferimentos leves começaram a reencontrar familiares em um pavilhão municipal utilizado para acolher passageiros.
Estrutura de emergência atende vítimas e familiares
As autoridades montaram um posto de comando próximo ao local da colisão para coordenar as operações de resgate e atendimento.
Além disso, um abrigo foi aberto em Urda, onde a Cruz Vermelha oferece assistência aos feridos e distribui alimentos e outros itens essenciais. A estrutura também atende pessoas que precisam de suporte, mas não necessitam de cuidados médicos.
Uma unidade militar de emergência foi mobilizada para reforçar as equipes que atuam na ocorrência.
O trabalho envolve o atendimento aos sobreviventes, a localização de passageiros e a identificação das vítimas. As autoridades ainda não divulgaram uma conclusão sobre as causas do acidente.
Governo espanhol acompanha a situação
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou nas redes sociais que acompanha os desdobramentos da colisão e mantém contato com o ministro dos Transportes, Óscar Puente, e com o presidente do governo regional de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page.
Sánchez também informou que os serviços de emergência trabalham no local para atender as pessoas afetadas e garantir a segurança, em coordenação com as diferentes administrações envolvidas.
O governo regional de Castilla-La Mancha também solicitou doações de sangue para reforçar o atendimento médico após o acidente.
A campanha divulgada pelas autoridades pede a colaboração de doadores em Alcázar de San Juan, Ciudad Real e Toledo. O pedido foi feito por meio dos canais oficiais do governo regional.
Informações sobre passageiros brasileiros ainda não foram divulgadas.
Consternado ante el grave accidente de trenes en Toledo. Permanezco en constante contacto con el ministro de Transportes, @oscar_puente_, y con el presidente de Castilla-La Mancha, @garciapage. Los servicios de emergencia están trabajando sobre el terreno para atender a las personas afectadas y garantizar su seguridad, en coordinación con todas las administraciones implicadas. Mi cariño, solidaridad y apoyo a todas las víctimas y sus familias.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 28, 2026




