Moradores do Distrito Federal receberam mensagens fraudulentas pelo WhatsApp com informações sobre supostas multas de trânsito, débitos junto ao Departamento de Trânsito (Detran) e até risco de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O órgão emitiu um alerta sobre a tentativa de golpe e orientou a população a não acessar os links enviados nem fornecer dados pessoais ou bancários.
As mensagens utilizam o nome de instituições públicas para dar credibilidade à abordagem e pressionar os destinatários a realizar pagamentos. Em um dos casos relatados, o contato usava um número com código internacional e se identificava como uma empresa de nome “Expresso Brasília”.
Mensagens apresentam sinais de fraude
Os relatos indicam que os criminosos informam sobre supostas pendências na documentação dos veículos e direcionam os destinatários para links externos. Em alguns casos, também mencionam possíveis consequências, como a suspensão do direito de dirigir.
O engenheiro mecânico Pedro do Carmo recebeu uma mensagem durante a madrugada e desconfiou da abordagem. Ele afirmou que não tinha débitos registrados e estranhou o uso de um número internacional, além da solicitação para acessar um link.
Diante da suspeita, ele não abriu o endereço enviado, bloqueou o contato e denunciou a tentativa de fraude pelo aplicativo.
Detran orienta a consultar débitos nos canais oficiais
O Detran-DF esclarece que os motoristas devem verificar eventuais pendências diretamente nos canais oficiais do órgão. A recomendação é ignorar links recebidos por mensagens inesperadas e não realizar transferências ou pagamentos com base em cobranças cuja origem não tenha sido confirmada.
Além disso, os usuários não devem compartilhar senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou outras informações pessoais com contatos desconhecidos.
Uma das principais medidas de prevenção é acessar os serviços públicos diretamente pelos endereços oficiais ou pelos aplicativos legítimos, sem utilizar links encaminhados por terceiros.
O que fazer se cair no golpe
Quem já clicou em um link suspeito deve evitar fornecer novas informações e ficar atento a movimentações bancárias ou acessos indevidos às contas. Caso tenha informado senhas, a recomendação é alterá-las e reforçar as medidas de segurança dos serviços afetados.
Se houver pagamento ou transferência, a vítima deve entrar em contato com o banco imediatamente para contestar a operação e verificar as medidas disponíveis para tentar recuperar o dinheiro. Também é importante registrar um boletim de ocorrência e guardar provas, como capturas de tela, números de telefone, mensagens e comprovantes.
O registro policial pode ser feito em uma delegacia ou, quando disponível, pela plataforma de atendimento on-line da Polícia Civil.




