O ano de 2026 está sendo marcado por eleições e alternância de poder em diferentes países. No entanto, os processos eleitorais variam amplamente, desde as regras que definem os novos mandatários até o formato de votação.
Um exemplo claro dessa disparidade ocorre entre o Brasil e os Estados Unidos: os sistemas de ambos os países são distintos, o que costuma gerar dúvidas sobre as principais diferenças entre eles.
Nesta semana, a imprensa brasileira e estrangeira tem utilizado com frequência um termo que soa estranho para muitas pessoas: eleições de meio de mandato. Mas afinal, o que são essas eleições, também conhecidas como midterms?
Conheça as eleições de meio de mandato nos EUA
As eleições de meio de mandato ocorrem ao final do segundo ano de gestão do presidente dos Estados Unidos. A votação define parte da composição do Congresso norte-americano e é realizada exatamente na metade do mandato do chefe do Executivo.
Nesse pleito, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) entram em disputa. Além disso, aproximadamente um terço das vagas do Senado é renovado.
Na Câmara dos Representantes, os mandatos duram apenas dois anos. Por essa razão, todas as cadeiras são disputadas tanto nas eleições gerais (que coincidem com a eleição presidencial) quanto nas midterms.
Já os senadores cumprem mandatos de seis anos. Como o Senado é composto por 100 parlamentares, a renovação acontece de maneira escalonada, com 33 ou 34 cadeiras em disputa a cada dois anos.
Por que essas eleições são importantes?
As midterms funcionam como um verdadeiro termômetro da opinião pública sobre a administração federal. Em momentos de insatisfação popular com a gestão da Casa Branca, os eleitores tendem a demonstrar esse descontentamento nas urnas votando em candidatos da oposição.
Embora existam outras legendas, como o Partido Verde e o Libertário, elas contam com representatividade inexpressiva no Congresso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pertence ao Partido Republicano. Diante disso, o avanço da oposição democrata na conquista de cadeiras estratégicas na Câmara e no Senado costuma evidenciar o nível de desgaste político e a perda de apoio popular enfrentados pelo chefe do Executivo.




