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Saiba como funciona o teste do bafômetro

O Brasil adota a política de tolerância zero para o consumo de álcool ao dirigir
Imagem mostra uma pessoa segurando um bafômetro digital azul, em fiscalização ao lado de um veículo. Contran altera Lei Seca para incluir teste de drogas e novo bafômetro.

Surgido em 2008, o teste do ‘bafômetro’, também conhecido como etilômetro, se tornou em pouco tempo em um instrumento essencial para evitar mortes e lesões no trânsito.

O etilômetro se trata de um aparelho utilizado para medir a concentração de álcool no organismo de uma pessoa por meio do ar exalado dos pulmões.

As autoridades de trânsito empregam o aparelho para verificar se um motorista está dirigindo sob efeito de álcool, conforme estabelece a Lei Seca.

Como o bafômetro funciona

O teste detecta o teor de álcool por meio do ar dos alvéolos pulmonares. Lá, ocorrem as trocas gasosas com o sangue. Assim, parte do álcool consumido, que é absorvido pela corrente sanguínea, acaba sendo eliminada pelos pulmões durante a respiração.

“O teste do ‘bafômetro’ é utilizado nas fiscalizações de alcoolemia com intuito de identificar se o motorista que está sendo alvo da fiscalização fez ou não o uso do álcool. A importância desse equipamento é trazer a tona a certeza de que esse motorista está apto a conduzir o veículo de forma segura, garantindo a segurança no trânsito para todos”, explica Eduardo Gomes, superintendente do Detran-SP na capital.

Limites do teste do ‘bafômetro’

O Brasil adota a política de tolerância zero para o consumo de álcool ao dirigir. Estes são os limites e penalidades definidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran):

Até 0,04 mg/L: Considera-se margem de tolerância, sem penalidades

De 0,05 mg/L a 0,33 mg/L: Infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo

Acima de 0,34 mg/L: Configura crime de trânsito, com pena de detenção de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir

Nível de recusa

Ao longo dos últimos anos, o Governo de São Paulo tem aumentado a fiscalização no trânsito para frear casos de embriaguez no volante. Em 2022, foram 142,3 mil veículos fiscalizados, número que aumentou para 401,7 mil em 2024, quase o triplo.

Porém, o índice de recusa ao teste do “bafômetro” é alto. Levantamento da Agência SP junto ao Detran-SP constatou que esse número aumentou: foi de 88,7% em 2022 para 93,6% em 2024. Importante destacar que, apesar de o motorista ter o direito de recusar o teste do “bafômetro”, ele ainda estará cometendo uma infração. A recusa também é considerada infração gravíssima de trânsito e está sujeita a penalidades administrativas.


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Autor

  • LG Rodrigues

    Jornalista formado pela Universidade Santa Cecília, com mais de 16 anos de atuação na área. Possui experiência em produção de conteúdo para TV, internet e mídia impressa, com passagens por veículos como G1 Santos, G1 Ribeirão Preto, Diário do Litoral e TV Tribuna. Atualmente, é editor-chefe do portal VTV News, onde coordena a equipe de redação e a produção das principais notícias regionais.

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