São José do Rio Preto foi classificada como a 8ª cidade mais desenvolvida do Brasil e a 4ª do Estado de São Paulo, conforme o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025. O levantamento analisou 5,5 mil municípios com base nos dados de 2023, abarcando 99,96% da população brasileira.
Elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o índice acompanha o desenvolvimento socioeconômico dos municípios nas áreas de Educação, Saúde e Emprego & Renda. O estudo classifica os resultados em quatro faixas: desenvolvimento crítico (até 0,4), baixo (0,4 a 0,6), moderado (0,6 a 0,8) e alto (0,8 a 1,0).

Crescimento em Saúde impulsiona avanço no índice geral
Rio Preto apresentou crescimento nos três pilares avaliados:
- Em Saúde, o município avançou de 0,7968 para 0,8503, ingressando na faixa de Desenvolvimento Alto;
- O desempenho em Emprego & Renda se manteve elevado, com índice estável de 0,9750;
- Já a Educação teve ligeira melhora, saindo de 0,7690 para 0,7996, ainda dentro do patamar de Desenvolvimento Moderado;
Com isso, o índice geral da cidade subiu de 0,8469 para 0,8750, consolidando-se na faixa de Desenvolvimento Alto. O desempenho coloca São José do Rio Preto entre as poucas cidades brasileiras que apresentam resultados sólidos em todas as dimensões avaliadas. Nacionalmente, apenas 1,9% dos municípios atingiram alto desenvolvimento em Saúde; 7,2% em Educação; e 20,3% em Emprego & Renda.

Desigualdades regionais marcam cenário nacional
Apesar dos avanços pontuais, o panorama nacional revela disparidades consideráveis. Em 2023, a média nacional do IFDM foi de 0,6067, o que configura um quadro de desenvolvimento moderado. Apenas 256 municípios atingiram a faixa de alto desenvolvimento, enquanto 249 permaneceram em situação crítica.
Nos municípios críticos, apenas 9,1% da população possui emprego formal, contra 44,3% nos altamente desenvolvidos. Em Saúde, o número de médicos por mil habitantes vai de 0,4 nas cidades críticas a 2,9 nas mais desenvolvidas. Na Educação Infantil, a cobertura de creches oscila entre 26,5% e 53,7%.
O Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram 99,2% dos 500 melhores municípios do país. Já Norte e Nordeste dominam a base do ranking, com destaque negativo para Maranhão, Pará, Bahia e Amapá — este último, com 100% da população residindo em cidades com desenvolvimento baixo ou crítico.
Santana de Parnaíba lidera ranking de segurança
Outro indicador de destaque para o Estado de São Paulo veio da Connected Smart Cities, que classificou Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, como a cidade mais segura do Brasil em 2024. O ranking avalia seis indicadores, entre eles homicídios, mortes no trânsito, efetivo policial e monitoramento de áreas de risco. A capital paulista ocupa a 5ª colocação, seguida por São Caetano do Sul, em 6º. Guarujá foi a melhor colocada entre os municípios do litoral paulista, na 12ª posição.
Com nota máxima de 6 pontos, os critérios de segurança também consideram investimentos públicos e a presença de centros de controle e operações. Santana de Parnaíba superou Ipojuca (PE) e outras cidades do Sul e Sudeste, reafirmando a predominância de municípios paulistas entre os mais bem posicionados nos índices de desenvolvimento urbano e segurança.
Entre as capitais, Curitiba, São Paulo, Vitória, Campo Grande e Belo Horizonte aparecem com desenvolvimento alto no IFDM. Macapá, por outro lado, figura na última colocação, com índice de 0,5662. Florianópolis foi a única capital a apresentar regressão na última década, com queda de 2,3% em seu desempenho geral.