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Após queda histórica, trabalho infantil volta a subir em 2024, mostra IBGE

Levantamento do IBGE mostra aumento de 2,1% em 2024, mas reforça tendência de queda em longo prazo
Trabalho infantil

Após registrar uma queda histórica nos últimos oito anos, o trabalho infantil voltou a crescer em 2024. Segundo o IBGE, 1,65 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam nessa situação, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Apesar da alta recente, o número ainda é 21,4% menor do que o registrado em 2016. Isso indica que o país avançou no combate à prática, mas enfrenta novos desafios.

O que é considerado trabalho infantil?

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define trabalho infantil como atividades que prejudicam a saúde, o desenvolvimento físico ou mental, ou interferem na escolarização de crianças e adolescentes. No Brasil, até os 13 anos é proibido qualquer tipo de trabalho. Aos 14 e 15, só é permitido atuar como aprendiz, e entre 16 e 17 há restrições para atividades perigosas, insalubres e noturnas.

Queda histórica, mas alerta recente

Entre 2016 e 2019, o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu 15,7%. Após oscilações durante a pandemia, o índice atingiu o menor patamar da série em 2023, com 1,61 milhão de pessoas nessa condição. Já em 2024, houve uma alta de 2,1%, reacendendo o alerta para o problema.

Quem são os mais afetados

A pesquisa mostra desigualdade por gênero e raça: meninos representam 66% do trabalho infantil e têm rendimento médio de R$ 924, enquanto meninas recebem R$ 693. Já crianças pretas e pardas concentram 66% dos casos, com rendimento inferior ao das brancas.

Áreas mais afetadas e riscos

As atividades mais comuns são no comércio, na agricultura e em serviços domésticos. Apesar do aumento geral, as chamadas “piores formas de trabalho infantil”, como atividades insalubres e perigosas listadas pelo governo, tiveram queda de 5,1% em 2024, atingindo o menor nível da série histórica.

Desigualdades regionais

O Nordeste concentra o maior número de casos (547 mil), seguido do Sudeste (475 mil). Norte, Sul e Centro-Oeste completam a lista, com índices ainda acima da média nacional.

Os dados do IBGE reforçam que o Brasil avançou no combate ao trabalho infantil, mas ainda enfrenta desafios. A alta de 2024 mostra que, mesmo após uma queda histórica, é preciso manter políticas públicas eficazes, ampliar a fiscalização e investir em educação para garantir os direitos das crianças e adolescentes.


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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